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Semana de trabalho de quatro dias chega ao Brasil; vai dar certo?

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Semana de trabalho de quatro dias está sendo implementada em vários países
Unsplash/Alex Kotliarskyi

Semana de trabalho de quatro dias está sendo implementada em vários países

As sextas-feiras do analista de suporte Diego Bonfim não são as mesmas desde novembro do ano passado, quando a empresa em que ele trabalha resolveu implementar a semana de quatro dias no seu setor. Com um dia a mais no final de semana, ele agora consegue passar mais tempo com a filha, levar a esposa ao trabalho, resolver pendências e fazer atividades domésticas.

A semana de quatro dias, que vem sendo testada em várias partes do mundo , vai começar a ser oficialmente implementada em empresas brasileiras em junho. A iniciativa é da 4 Day Week Global, comunidade sem fins lucrativos que apoia companhias a mudarem suas jornadas de cinco para quatro dias por semana.

Diego Bonfim, funcionário da Vockan que agora trabalha quatro dias por semana
Divulgação/Vockan

Diego Bonfim, funcionário da Vockan que agora trabalha quatro dias por semana

Antes da iniciativa oficial, porém, algumas empresas já adotaram o modelo por conta própria, se atentando ao cenário internacional. Foi o que fez a Vockan, empresa sediada em São Paulo onde Diego trabalha.

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Em novembro do ano passado, a companhia fez um piloto da semana de quatro dias, implementando o novo modelo em um dos setores da empresa. Depois de desenvolver sua própria metodologia para aplicar a novidade, a Vockan se filiou à 4 Day Week Global, fazendo parte dos testes de Portugal. Agora, a novidade chega oficialmente ao Brasil, e empresas de todos os portes podem se inscrever para receberem orientação e consultoria para aplicar a novidade como um teste, decidindo depois se querem manter o modelo.

A semana de trabalho de quatro dias

O modelo adotado pela comunidade global é o 100 – 80 – 100: 100% do salário, 80% do tempo trabalhado e 100% da produtividade. “O piloto da jornada de quatro dias permite que, com menos tempo de trabalho, obtenhamos os mesmos resultados em produtividade e diversos outros ganhos. As empresas que fizeram a transição para uma semana de trabalho de 32 horas percebem aumentos na produtividade, maior atração e retenção de talentos, envolvimento mais profundo do cliente e melhor saúde, bem-estar e felicidade dos colaboradores. É um projeto com foco inicial no aumento de produtividade, mas que acaba resultando em ganhos para os indivíduos, suas famílias e para todos nós como sociedade”, afirma Renata Rivetti, fundadora da Reconnect Happiness at Work, empresa brasileira que será a parceira da 4 Day Week Global no Brasil para a implementação da novidade.

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Mundo afora, a jornada reduzida apresentou resultados promissores. No geral, empresas e funcionários tendem a querer manter o modelo após os testes, verificando aumento de produtividade e até do lucro, além de redução em níveis de stress dos funcionários.

Semana de trabalho de 4 dias de Dimitria Coutinho

Ter a jornada reduzida, porém, nem sempre significa um final de semana maior. Renata explica que a implementação do modelo é muito particular a cada empresa, seu modelo de trabalho e as atividades que executa. Em alguns casos, a folga vem no meio da semana; em outros, cinco dias são trabalhados, mas com carga horária menor, substituindo as 40 horas semanais por 32 horas. “Não há uma fórmula única. Cada empresa encontra seu desenho da semana ideal a partir das experiências nos pilotos”, afirma a especialista.

Experiência brasileira

No caso da Vockan, um dos requisitos do CEO Fabrício Oliveira era de que a folga fosse unida ao final de semana. No piloto, que foi implementado no setor de suporte ao cliente, alguns funcionários folgam na sexta-feira, como Diego, enquanto outros folgam na segunda-feira, para que os clientes não fiquem descobertos.

Mesmo com essa escala alternada, Fabrício conta que foi um desafio convencer os gestores da empresa a implementarem a semana de quatro dias, já que eles viam o modelo como um gerador de mais custos e menos produtividade. “Foi um bafafá aqui”, lembra o CEO.

Durante o projeto piloto, a companhia foi acompanhando métricas como produtividade e satisfação dos funcionários. “Logo nas primeiras semanas, nós vimos um efeito muito positivo, mas muito positivo mesmo”, conta Fabrício. Além da produtividade ter aumentado, o CEO recebeu também comentários de clientes relatando que os funcionários estavam mais motivados em atendê-los.

“A semana de quatro dias é boa para a empresa, boa para os clientes e boa para os colaboradores. E no fim, boa para a sociedade, já que hoje temos grandes desafios em saúde mental”, afirma Renata.

Fabrício também reparou que a atração de novos funcionários e a retenção dos antigos melhorou. “Hoje em dia não é só grana, as pessoas querem ter qualidade de vida”, comenta. Em outros países, esse aspecto também foi notado: no Reino Unido, 15% dos funcionários que participaram dos projetos piloto disseram que não existe dinheiro suficiente que os faça voltarem a trabalhar cinco dias por semana.

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Na Vockan, os gestores que eram céticos no início passaram a apoiar o projeto depois de verem os resultados, relata Fabrício. Até o fim do ano, a companhia planeja levar o modelo para todos os setores. “Obviamente não é algo simples de ser implementado, mas vale a pena”, avalia o empresário.

As dificuldades da semana de quatro dias

Tanto Renata quanto Fabrício apontam que uma das maiores dificuldades de implementar a semana de quatro dias é a cultura do empresariado. Eles acreditam que ainda é necessário quebrar a ideia que se tem de que quanto maior o tempo trabalhado, maior a produtividade.

“Precisamos da boa vontade do empresariado brasileiro em querer mudar, entender que o mundo mudou. Nós estamos vivenciando uma nova era, um novo modelo no qual as pessoas precisam estar bem para poderem fazer suas entregas”, afirma Fabrício.

Apesar dos desafios, Renata se diz otimista. “O Brasil adota tendências e inovações. Acredito que com o piloto, caso tenhamos bons resultados, poderemos começar a mudar esse pensamento e implantar aos poucos de forma mais estruturada e sustentável. Vi muita reatividade em relação ao tema da felicidade corporativa e bem-estar nas empresas, e hoje vejo que a maiorias das empresas já entendeu a importância do tema. Acredito que com a semana de quatro dias passaremos pelos mesmos desafios e resultados”, opina.

Outro desafio na implementação da semana de quatro dias é encontrar o modelo ideal para cada empresa, já que setores diferentes da economia têm modelos de trabalho diferentes.

Renata e Fabrício também citam a legislação como mais um entrave, mas essa deve ser uma mudança de longo prazo. Em alguns países nos quais a semana de quatro dias foi implementada, governos já começaram a discutir mudanças nas legislações. “Acredito que a mudança está acontecendo, mas não será do dia para a noite”, avalia Renata.

Fonte: Economia

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Torra inaugura 2ª loja em MT e leva conceito de shopping para a rua em Cuiabá

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A chegada da marca à capital reforça a expansão da rede no Estado, que já conta com operação consolidada em Várzea Grande.
A chegada da marca à capital reforça a expansão da rede no Estado, que já conta com operação consolidada em Várzea Grande.

A Lojas Torra segue avançando em Mato Grosso e inaugurou nesta sexta-feira (15) sua nova unidade na tradicional Rua 13 de Junho, no Centro de Cuiabá. A chegada da marca à capital reforça a expansão da rede no Estado, que já conta com operação consolidada em Várzea Grande.

Reconhecida nacionalmente como “A Moda do Preço Baixo”, a Torra aposta em variedade, preços acessíveis e uma experiência de compra moderna e acolhedora. A nova unidade marca também a chegada do conceito de loja de rua com tecnologia de checkout, sistema de autoatendimento que oferece mais praticidade, rapidez e autonomia aos consumidores — modelo ainda inédito no Centro da capital.

A inauguração movimentou a região central desde as primeiras horas do dia, atraindo consumidores em busca das promoções especiais de lançamento. Entre os destaques, clientes puderam parcelar compras em até 10 vezes fixas, com a última parcela saindo de graça, além de garantir 10% de desconto no valor total da primeira compra realizada com o cartão da loja.

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A cliente Juliana Martins esteve na inauguração e aproveitou as condições especiais para antecipar compras do Dia dos Namorados. “Achei a loja muito moderna, organizada e com preços realmente acessíveis. O autoatendimento agiliza bastante e as promoções chamaram muito a atenção. Valeu a pena vir logo no primeiro dia”, afirmou.

Fundada há 33 anos no Brás, em São Paulo, a Lojas Torra soma atualmente mais de 90 lojas espalhadas por 17 estados brasileiros, além de operação no e-commerce e aplicativo próprio.

A nova unidade foi planejada para oferecer qualidade no atendimento, conforto, praticidade e um mix completo de produtos para toda a família, fortalecendo ainda mais a conexão da marca com o público mato-grossense.

“A Torra reafirma seu compromisso em democratizar a moda e tornar o consumo acessível, acompanhando as transformações do mercado sem abrir mão de suas raízes populares”, destacou o gerente da unidade de Cuiabá, Antônio Angelo de Andrade Neto.

Segundo ele, a expectativa é de que a inauguração fortaleça o comércio da região central e atraia consumidores em busca de novidades e ofertas especiais para datas importantes do varejo, como o Dia dos Namorados.

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“Mais do que promoções, queremos oferecer tendências da moda com preços acessíveis e uma experiência diferenciada de compra”, completou.

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