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Presidente do TRE Mato Grosso assume secretaria do COPTREL

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A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, tomou posse, nesta segunda-feira (29.01), como secretária da Comissão Executiva do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel). A cerimônia ocorreu no auditório do TER de Belo Horizonte e foi transmitida pelo YouTube. Foram empossados o novo presidente do Coptrel, desembargador Octavio Augusto De Nigris Boccalini (TRE-MG), e o vice-presidente, desembargador Raimundo Nonato Silva Santos (TRE-CE).

Coube a desembargadora Maria Aparecida a leitura do termo de posse do novo presidente. “Para mim é uma honra compor esta nova diretoria do Coptrel. Tivemos a presença de muitas autoridades mostrando prestígio que Justiça Eleitoral possui perante a sociedade. É mais um desafio que vou dedicar o máximo de minhas energias”, destacou a presidente do TRE Mato Grosso.

Em seu discurso, o presidente do Coptrel, Octavio Boccalini, afirmou que “o poder com que convivemos na Justiça Eleitoral é a arte da convivência democrática, do respeito à diversidade, da superação da adversidade, da saudação e afirmação da novidade no cenário político, mas também da repressão a qualquer tentativa de corrupção da vontade do titular do poder – o povo, preservação do direito de voto universal, assegurando à transparência do processo. O poder a que nos referimos apenas não tolera a intolerância, afasta o que não seja ético, despreza o que seja vileza, enjoa-se da covardia, pune o crime e cultua nobreza e altivez de espírito como apanágios da cidadania“.

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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, saudou o presidente empossado, defendendo a importância da Justiça Eleitoral, especialmente o comprometimento dos magistrados e servidores na defesa da democracia no país. Ponderou que “a Justiça Eleitoral tem cumprido o seu papel. E não cumpre como nenhum favor. Cumpre como dever, somos servidores, nosso papel é servir, estamos aqui para cumprir obrigações”.

O TRE de Mato Grosso também esteve representado pelo juiz auxiliar da Presidência, Aristeu Dias Batista Vilella, e pelo assessor da Presidência, Hernandésio de Lima. 

A eleição da nova diretoria do Coptrel ocorreu durante a 83ª Assembleia, realizada no Tribunal Eleitoral de Pernambuco, em 24 de novembro de 2023. Na ocasião, 23 presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais participaram da votação.

Fundado em 16 de setembro de 1995, em Florianópolis (SC), o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel) é uma sociedade civil sem fins lucrativos, de âmbito nacional, que tem como objetivo discutir e buscar soluções para questões pertinentes à Justiça Eleitoral e ao fortalecimento da democracia no Brasil. O COPTREL é integrado pelos desembargadores presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais.

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Daniel Dino com informações do TRE-MG

#PraTodosVerem: Foto em que aparece a presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, à esquerda, em um púlpito, e ao lado as demais autoridades presentes, sentadas atrás de uma extensa mesa. À frente deles, aparecem algumas pessoas que participam da solenidade, de costas para a foto, sentadas. ao final da matéria, tem uma galeria com mais fotos do evento.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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