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Palestras sobre liderança, biometria e cumprimento de sentença marcam 1º dia do 53º CCORELB

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A integração com institutos de identificação para coleta da biometria no Cadastro Eleitoral foi um dos temas abordados no primeiro dia do 53º Encontro do Colégio de Corregedores Eleitorais do Brasil (CCORELB), nesta quarta-feira (24.01). O evento é realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

A palestra sobre o tema foi conduzida pelo assessor-chefe da Assessoria de Gestão de Identificação do TSE, Iuri Camargo Kisovec. “Falei especificamente sobre as parcerias com os Estados e os institutos de identificação, é um processo que a gente chama de importação de dados biométricos e biográficos de órgãos que fazem a itenficiação civil normalmente, como os que fazem a emissão do RG e até da CNH. O TSE tem feito estas parcerias desde 2017. Em 2018 e 2022 a gente recebeu até 11 milhões de biometrias incorporadas ao Cadastro Eleitoral, gerando uma economia de aproximadamente R$ 60 milhões para a Justiça Eleitoral. Este procedimento segue o que estabelece a Lei 13.444, sempre respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, explicou.

Outra palestra ministrada neste primeiro dia teve como tema “Liderança e Gestão de Pessoas em Cartórios Eleitorais”. A secretária de Gestão de Pessoas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Thayanne Fonseca Pirangi Soares, abordou o assunto e destacou algumas diretrizes que devem ser observadas, principalmente, pelas pessoas que exercem cargos de liderança. “Mais do que entregar, é preciso fazer entregas de valor, ou seja, que atendam às necessidades das cidadãs e dos cidadãos e, ao mesmo tempo, que respondam aos anseios das equipes internas. Nesse sentido, é essencial focar em oferecer solução, o que significa a gente pensar menor primeiro, buscando o que é mais viável e que de fato atenda os públicos interno e externo. E não podemos nos esquecer de adotar a comunicação não violenta neste processo”.

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O tema “Os desafios do cumprimento de sentença nas Zonas Eleitorais do TRE-AP” foi proferido pelo assessor da Corregedoria do Tribunal do Amapá (TRE-AP), Heverton Fernandes, que falou sobre um estudo realizado nas Zonas Eleitorais do TRE-AP neste sentido. “Vimos a repercussão que os cumprimentos definitivos de sentença estão gerando na gestão cadastral e de processos das Zonas Eleitorais do Amapá, mas nas discussões do 53º CCORELB, aqui em Cuiabá, vimos que estas demandas também estão afetando outros TREs no Brasil. A gente precisa, então, refletir sobre esse tema, discutir, para poder evoluir e prestar uma melhor prestação de serviços para a sociedade, que exige de nós, quando há uma repercussão de devolução de valores financeiros, e precisamos apresentar uma resposta e consiga expropriar esses valores que foram utilizados indevidamente por candidatas e candidatos ou partidos políticos e devolver aos cofres públicos”, destacou.

A 53ª edição do CCORELB teve início nesta quarta-feira (24.01), cuja abertura contou com as presenças do corregedor e presidente do Colégio de Corregedores Eleitorais do Brasil, desembargador Fernando Wolff Bodziak, da vice-presidente e corregedora regional eleitoral do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, entre outras autoridades, além de representantes das Corregedorias Regionais Eleitorais de todo o Brasil e servidores(as) dos TREs.

Próximos dias

O evento prossegue nestas quinta e sexta-feira (25.01 e 26.01), sendo que o último dia está aberto para cobertura da imprensa. Na quinta-feira, a programação continua com reuniões técnicas internas. Já no último dia, ocorrem as deliberações das corregedoras e corregedores eleitorais. No período da manhã, ocorrerá a abertura solene, a partir das 9h, com discurso do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Raul Araújo; pronunciamento do juiz auxiliar da Corregedoria Geral Eleitoral e representante presencial do ministro Raul Araújo, George Marmelstein Lima; e falas do corregedor e presidente do Colégio de Corregedores Eleitorais, desembargador Fernando Wolff Bodziak, e da corregedora regional eleitoral de Mato Grosso e anfitriã do evento, desembargadora Serly Marcondes Alves.

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Além das palestras e painéis, o 53º CCORELB conta com uma exposição digital histórica no hall de entrada do Centro de Eventos, com acervo fotográfico de todas as edições do evento, além das atas e cartas. A maioria das fotos foram gentilmente cedidas pelo diretor-geral do TRE de Pernambuco, Orson Santiago Lemos, a quem o TRE-MT agradece e presta homenagem, também na exposição. Orson Lemos foi assessor chefe da Corregedoria do TRE de Pernambuco de 2002 a 2019, está no cargo de diretor-geral desde 2019, já inspecionou todos os Cartórios Eleitorais de Pernambuco e participou de 90% dos encontros da Corregedoria Regional Eleitoral no Brasil.

Jornalista: Nara Assis

Fotos: Duda Antonelli (capa) e Alair Ribeiro (galeria)

#PraTodosVerem: Foto de capa mostra o auditório com muitas cadeiras e três mesas no centro, e as e os participantes sentados, acompanhando o evento e um dos palestrantes ao fundo. Ao final da matéria há uma galeria de fotos que mostram os três palestrantes em foco.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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