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Metas da Justiça Eleitoral e Eleições de 2024 são discutidas em audiência pública

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Em audiência pública realizada na noite desta quarta-feira (27.06), a sociedade e representantes de órgãos públicos e de partidos públicos participaram do debate das Metas Nacionais da Justiça Eleitoral para 2025 e puderam fazer perguntas e sugestões. O evento, que foi realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), no auditório da Faculdade Fasipe, em Rondonópolis (215 km de Cuiabá), também discutiu assuntos relacionados às Eleições Municipais de 2024.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, ressaltou a importância de discutir, além das metas, outros assuntos de interesse da sociedade, como a participação feminina na política. “Temos essa questão que é muito importante e que precisa do envolvimento cada vez maior das mulheres. Assim, conseguiremos acabar com as candidaturas fictícias e superar os desafios que nos são impostos a partir do momento que ingressamos na política. A proposta da audiência pública é justamente essa, abordar assuntos importantes e ouvir a população sobre os anseios, sobre as dificuldades que encontram durante o período eleitoral”.

Segundo a vice-presidente e corregedora regional eleitoral do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, é fundamental ouvir os cidadãos e cidadãs. “A Justiça Eleitoral faz parte da vida da sociedade, faz parte do contexto social de todos os processos que essa sociedade vive. Por estarmos no meio do processo eleitoral, é preciso estar permanentemente em contato com a população para ouvir e também para repassar informações sobre o processo eleitoral, estimulando a transparência e a segurança”.

Sobre o principal objetivo da audiência pública, o juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Aristeu Dias Batista Vilella, explicou que o evento é a materialização de uma diretriz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Dessa forma, desempenhamos um processo participativo da definição das metas nacionais e do Poder Judiciário, inclusive para o nosso segmento de Justiça Eleitoral. Esta etapa de ouvir a população em relação às metas é importante, porque podemos fazer o ajuste e definir se elas permanecerão no próximo ciclo ou até a definição de novas metas”.

Metas Nacionais

O assessor de Planejamento e Gestão Estratégica do TRE-MT, André Régis Emidio, apresentou o primeiro tema. Ele contextualizou as metas nacionais e falou sobre a gestão participativa. “As metas nacionais fazem parte da Estratégia Nacional do Poder Judiciário e representam o compromisso firmado anualmente pelos órgãos do Poder Judiciário para a melhoria da prestação jurisdicional, buscando proporcionar à sociedade serviço mais célere, com maior eficiência e qualidade”. Ele apresentou resultados de uma consulta pública feita à sociedade quanto às metas. Com relação à Meta 1, que consiste em julgar mais processos que os distribuídos, 83% consideraram que ela será relevante para a Justiça Eleitoral em 2025. A Meta 2, que visa julgar processos mais antigos, continuará relevante para 85% dos respondentes, e com relação à Meta 4, que consiste em julgar processos contra a Administração Pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais, 95% consideram que será relevante para a Justiça Eleitoral em 2025. Quanto à Meta 9, que visa estimular a inovação no Poder Judiciário, 84% responderam que será relevante no próximo ano.

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Em seguida, o secretário de Tecnologia da Informação, Carlos Henrique Cândido falou sobre a segurança do sistema eletrônico de votação. “Temos, no Brasil, 500 mil urnas eletrônicas. Se fosse possível fraudar, bastaria abrir uma delas e constatar isso, algo que qualquer estudante de Ciências da Computação poderia fazer. O trabalho se torna seguro pelo grande número de pessoas envolvidas na organização e realização do pleito e o sistema é totalmente auditado por vários órgãos e entidades”, frisou ele, que também esclareceu dúvidas sobre a urna eletrônica.

Participação feminina

A participação da mulher na política foi outro assunto abordado. A diretora da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), juíza Ana Cristina Silva Mendes, enfatizou a importância de aumentar a representatividade feminina. “Precisamos de mulheres que não apenas se candidatem, mas dispostas a fazer o enfrentamento, porque muitas entram na política e não conseguem permanecer em função dos problemas de violência política de gênero, fraude às cotas de gênero e outros entraves que encontram na atuação política. As mulheres não querem ser manchete por casos de assédio que sofrem, mas por causa da atuação política”. Complementando, o vice-diretor da EJE-MT, juiz-membro Eustáquio Inácio de Noronha Neto, ressaltou que mudar este cenário é fundamental. “Precisamos fomentar as discussões nesse sentido. Também depende de nós, homens, contribuirmos para isso”.

O juiz-membro Edson Dias Reis falou sobre o assédio eleitoral, que ganhou mais destaque nas Eleições Gerais de 2022. “Tivemos avanço legislativo quanto ao assédio eleitoral. Eventos como esse, que visam à conscientização da sociedade, além de uma Justiça Eleitoral e a Justiça do Trabalho, preparadas para atuarem nos casos, garantindo o devido processo legal, são medidas que colaboram com o combate a esta prática”.

Em seguida, o juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, explanou sobre as fake news. “O poder é do povo e para o povo, demoramos milênios para construir a democracia, para que ela seja abalada pelas fake news. Vivemos na era da pós-verdade, o ambiente comunicacional na internet se pulverizou, então devemos analisar essa nova ótica, com várias pessoas atuando como interlocutoras, o que é um grande desafio para a Justiça Eleitoral”. Também contribuindo com o debate, o juiz-membro do TRE-MT, Ciro José de Andrade Arapiraca, afirmou que as discussões são muito relevantes. “São apontamentos que nos provocam reflexões acerca de assuntos que interferem diretamente no processo eleitoral. Parabenizo a gestão por proporcionar esses momentos de audiência e de reuniões preparatórias que estão ocorrendo nos polos regionais”.

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Autoridades presentes

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Rondonópolis, Bruno de Castro, parabenizou a iniciativa do TRE-MT. “A realização desta audiência corrobora a confiança da população no processo eleitoral, trazendo discussões importantes e promovendo a proximidade com a sociedade, que é de suma importância. A OAB sempre estará ao lado do TRE para reforçar essa confiabilidade no processo eleitoral”, destacou.

Já o procurador-geral de Rondonópolis, Rafael Santos de Oliveira, representando a Prefeitura, manifestou a honra em sediar o evento. “Estamos honrados em receber o TRE-MT, a audiência é muito importante para demonstrar a atuação do Tribunal. Como parte da população e como ente federado, nos sentimos seguros por saber que o processo eleitoral tem sido conduzido por uma justiça firme. Louvo a iniciativa deste Tribunal na defesa do processo democrático”.

Sociedade

Os temas da audiência foram destacados pelo estudante do 9º semestre de Direito da Fasipe, Kadmiel Duarte de Souza, como relevantes. “Estamos próximos das eleições municipais e o TRE-MT abordar assuntos como a participação feminina na política, as fake news, os boatos sobre as fraudes nas eleições, é muito importante. E também considero importante nós participarmos, não só nós, jovens, mas a sociedade como um todo, porque temos pessoas nesta audiência com conhecimento e capacidade técnica, que nos apresentam e trazem informações seguras”.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra as autoridades na mesa de honra composta no evento, de pé, em posição de respeito pelo hino nacional. Na mesa à frente deles, tem uma faixa como o nome da audiência pública “Sua voz, nossa democracia” e a marca do TRE-MT.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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