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Justiça Eleitoral de Mato Grosso empossa dois novos juízes-membros substitutos

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A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, deu posse nesta quinta-feira (2) a dois novos magistrados da instituição: os juízes-membros substitutos Francisco Ney Gaíva, na categoria juiz de Direito, e Flávio Fraga e Silva, na categoria juiz federal. A assinatura do termo de posse ocorreu no gabinete da desembargadora e contou com as presenças do juiz auxiliar da Presidência, Luís Aparecido Bortolussi Júnior; do diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo; e da assessora da Presidência, Sueli Sanae Shimada.

A desembargadora deu boas-vindas aos novos integrantes, apresentou dirigentes e a estrutura da instituição. Também destacou a importância da Justiça Eleitoral para a democracia brasileira e os desafios dos magistrados na atuação judiciária. “É uma satisfação tê-los conosco. Os senhores são nossos colegas. A presença de Vossas Excelências enriquece esta Corte, fortalecendo o compromisso da Justiça Eleitoral com a democracia, a cidadania e a prestação jurisdicional célere e eficiente”, ressaltou.

Flávio Fraga e Silva agradeceu a acolhida e reforçou a relevância do papel da Justiça Eleitoral como braço do Judiciário brasileiro. Lembrou que a instituição exerce uma função primordial na sociedade e que, em muitos países, o voto — o direito de votar e de ser votado — não é organizado por uma justiça independente, como ocorre no Brasil.
“O juiz ter essa independência, essa imparcialidade, poder tratar todo esse processo de forma justa e dar a vitória realmente àquele que a população escolheu é uma dádiva, um grande presente. Meu intuito é colaborar com análises jurídicas e julgamentos que sempre busquem preservar o direito do cidadão de escolher seus representantes. É o papel do povo e do seu voto que deve prevalecer, mesmo naqueles casos em que a Justiça Eleitoral precise intervir, mas sempre para garantir que, no final, a vontade popular prevaleça”, afirmou.

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Francisco Ney Gaíva manifestou satisfação diante do novo desafio na carreira e disse que os próximos dois anos serão de grande aprendizado e dedicação ao Sistema Judiciário Eleitoral. Ele explicou que sua motivação para atuar no TRE-MT decorre da experiência no segmento como juiz em Brasnorte, Campo Verde, Jaciara e São José do Rio Claro, tendo passado por mais de nove comarcas.
“Na verdade, em praticamente 20 anos, trabalhei em eleições por saber, por conhecer e por entender como funciona o TRE-MT. É uma função muito importante que um dia almejava exercer. Agora, iniciamos como juiz substituto, mais um passo dentro do sistema da Justiça Eleitoral, que sempre foi transparente, ágil e aberto. A Justiça Eleitoral já demonstra há décadas seu compromisso com a transparência e o fortalecimento da democracia”, avaliou.

Flávio Fraga e Silva é natural de Rio Branco (AC) e atualmente atua na Seção Judiciária de Mato Grosso. Foi promotor de Justiça do Estado de Mato Grosso, exercendo a função de promotor eleitoral titular da 50ª Zona Eleitoral de Nova Monte Verde e também de promotor eleitoral substituto nas Zonas Eleitorais da 24ª (Alta Floresta) e da 50ª (Nova Monte Verde).

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Francisco Ney Gaíva é natural de Cuiabá e ingressou na magistratura em 2004. Sua primeira atuação na Justiça Eleitoral mato-grossense foi como juiz eleitoral substituto na 60ª Zona Eleitoral, em Campo Novo do Parecis, em 2006. Atuou ainda como juiz eleitoral titular na 56ª ZE (Brasnorte), 48ª ZE (Cotriguaçú), 12ª ZE (Campo Verde) e 14ª ZE (Jaciara).

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra cinco pessoas em pé, alinhadas lado a lado em um ambiente interno com piso de mármore preto e branco e paredes claras. Quatro homens, vestidos com ternos escuros, gravata e sapatos sociais, ladeiam uma mulher ao centro, que usa blusa azul e saia longa verde. Ao fundo, há uma janela com persianas amarelas e uma porta de madeira aberta à direita. O cenário transmite formalidade, sugerindo um encontro institucional ou solenidade.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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