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Dia E mobiliza jovens e transforma salas de aula em portas para a democracia

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Entre salas de aula, sonhos e planos para o futuro, milhares de jovens de 15 a 17 anos de idade vão dar um passo decisivo rumo à cidadania. No Dia E, realizado nesta terça-feira (10.02), 63 escolas de todo o estado de Mato Grosso se transformam em portas de entrada para a democracia, convidando estudantes a tirarem o primeiro título de eleitor e a descobrirem que participar das decisões do país começa agora.  

 

A iniciativa, idealizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), faz parte da Semana do Alistamento Jovem, na qual jovens de todo o estado são incentivados a fazerem o título de eleitor. Neste Dia E, as 57 Zonas Eleitorais levaram a estrutura de atendimento a 63 escolas, com o objetivo de facilitar o acesso deste público.  

 

Mais de 40 pessoas haviam sido atendidas até às 11h apenas na Escola Estadual André Avelino Ribeiro, em Cuiabá, por exemplo. A média é de 50 atendimentos por Zona Eleitoral, contabilizados em balanço parcial. A estimativa, com base nesta média, é de aproximadamente 2.300 jovens atendidos (as). Este número ainda aumentará, levando em conta o fechamento das Zonas Eleitorais e que há alguns atendimentos em ações programadas para o período vespertino e ao longo da semana. 

 

Uma das estudantes que aproveitou a oportunidade foi Luma Gabriela Alves Amorim, de 15 anos de idade, que cursa o 1º ano do Ensino Médio na Escola Estadual André Avelino Ribeiro, em Cuiabá. “É muito importante votar para ter melhoria no estado e na cidade onde moramos”, afirmou. Com o título em mãos, ela assegurou que quer exercer este direito. “Eu vim fazer o título porque quero ter este documento e participar da eleição, e assim, evito filas também”, acrescentou. 

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É importante ressaltar que a partir de 15 anos de idade já é possível tirar o título de eleitor e que, caso a pessoa complete 16 anos até o dia da eleição, já está apto ao voto facultativo. Com 16 anos já completos, o jovem Nícolas Pietro Gonçalves, que também tirou o título na Escola Estadual André Avelino, deu outro exemplo de consciência cidadã. “Toda minha família é engajada politicamente, então, resolvi fazer o título porque quero estar neste meio também. Acho importante a participação, porque somos a juventude, temos que renovar e, tendo o título, podemos escolher como vai ser o Brasil daqui para frente. Pretendo votar e convencer meus amigos a começarem a votar também”, ressaltou. 

 

O voto é obrigatório no Brasil a partir dos 18 anos de idade, mas a Justiça Eleitoral reforça a importância da participação cidadão desde cedo.“O jovem tem o poder de escolha, e aquele que não escolhe, pode ter certeza de que tem alguém escolhendo por ele. O cidadão é um fiscalizador das políticas públicas, por isso, ao votar, ele tem o poder de exigir as políticas que são de interesse dele e de toda a sociedade”, ressaltou o juiz-membro do TRE-MT e diretor da Escola Judiciária Eleitoral, Welder Queiroz. 

 

A diretora da escola, Andrea Lima, disse que a ida do TRE-MT até a escola foi de extrema importância. “Esta ação foi fundamental para dar acesso aos nossos jovens, nessa transição para a vida adulta, porque considero o primeiro passo ter o título de eleitor, para fazer a modificação que o nosso país precisa. Quanto mais jovens votantes tivermos, mais políticas públicas voltadas para a juventude teremos, é a oportunidade para eles mudarem a história do nosso país. Então, é muito importante o TRE-MT estar próximo aos nossos adolescentes, levando essa oportunidade de terem a documentação para fazer valer a voz e vez deles nas eleições”, avaliou. 

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A Escola 

 

Cerca de mil estudantes estão matriculados, atualmente, na Escola Estadual André Avelino, divididos em três turnos (matutino, vespertino e noturno), contemplando o Ensino Médio e o ensino profissionalizante. Diante da demanda apresentada, o Cartório da 51ª Zona Eleitoral se prontificou a voltar à unidade nesta quarta-feira (11.02), das 8h às 12h, para atender outros(as) estudantes que não conseguiram ser atendidos nesta terça-feira. 

 

Indo aos Cartórios Eleitorais 

 

Além desta ação itinerante, o TRE-MT fechou um Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), para viabilizar a ida de estudantes que não puderam fazer o título até os Cartórios ou Postos Eleitorais de todo o estado. A ideia é reduzir, ainda mais, o total de 157 mil jovens com idades entre 15 e 17 anos que ainda estão “invisíveis” para a Justiça Eleitoral, por não terem o título de eleitor. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: Uma estudante sorridente, vestindo uniforme escolar azul, segura o título de eleitor recém-emitido dentro de uma sala com cadeiras azuis organizadas em fileiras. Ao fundo, outras pessoas aguardam atendimento, além de equipamentos de fotografia e iluminação, indicando a realização de uma ação itinerante de cadastramento eleitoral em ambiente escolar. No meio do texto, tem outra foto com um estudante segurando o título de eleitor, também com uniforme azul. Ao final da matéria tem mais fotos da ação. 

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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