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Central de Interpretação de Libras faz mais de 300 atendimentos a surdos na eleição

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A Central de Interpretação de Libras realizou 311 atendimentos a eleitores e eleitoras surdos ou com deficiência auditiva nos dois turnos das Eleições Municipais de 2024. Só no último final de semana, quando ocorreu o 2º turno em Cuiabá, houve 84 atendimentos, sendo 33 no sábado (26.10) e 51 no domingo (27.10), dia do pleito. Já no 1º turno, foram 227 atendimentos.

O número registrado pela CIL reflete o total de atendimentos prestados, e não a quantidade de eleitores e eleitoras surdas ou com deficiência auditiva, já que em alguns casos, uma mesma pessoa solicitou mais de uma demanda.

Neste 2º turno, o maior número de atendimentos teve como motivação “outros assuntos”, com 19 registros, seguido de “justificativa”, com 12. O “horário da votação” e “consulta ao Cadastro Eleitoral” foram responsáveis por 11 atendimentos, cada um. Depois, vem “consulta ao local de votação”, com 10 registros, orientações sobre o “app e-Título” com 7 e “documentos para votar” com 3 atendimentos.

Com 2 registros cada, estão: “sequência da votação e cargos da eleição”, “multas eleitorais”, “Zonas Eleitorais” e “Alistamento eleitoral”. Por último, “atualização cadastral (biometria)”, “voto em trânsito” e “quantidade de dígitos dos candidatos” geraram, cada um, 1 atendimento. Os detalhamentos de atendimentos do 1º turno podem ser acessados aqui.

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A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, recebeu o secretário adjunto de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Kennedy Dias, no domingo, e agradeceu pela disponibilização dos(as) atendentes da CIL. “Este foi um trabalho essencial na promoção da acessibilidade do eleitor e da eleitora em nosso estado. Agradeço pela parceria do Governo do Estado e pelo trabalho prestado pela equipe da CIL que, de forma muito atenciosa, repassou todas as informações necessários às pessoas surdas para que elas pudessem exercer seu direito ao voto. Ficamos muito felizes e orgulhosos com isso”.

A iniciativa do TRE-MT em buscar esta parceria com a Setasc-MT foi destacada pelo secretário adjunto. “Destaco o empenho da presidente do Tribunal, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, para garantir o atendimento lá na ponta, porque muitas vezes esse público de pessoas surdas era induzido por pessoas que tentavam manipula-las. Dessa forma, a gente está garantindo 100% de atendimento online para todas as pessoas que precisam. É um marco histórico por ser a primeira eleição e esperamos que seja duradouro. A CIL hoje atende, só em Cuiabá, mais de cinco mil pessoas por mês, orientando sobre diversos direitos, então, é um trabalho muito importante, feito sob a coordenação da nossa primeira-dama, Virgínia Mendes, e da secretária Grazielle Bugalho. São pessoas que buscam atendimento em escola, em delegacia, em hospitais, enfim, a CIL promove uma quebra de barreiras, por meio da tradução de Libras e, consequentemente, acesso à cidadania. E o atendimento na eleição é isso também, representa o acesso à cidadania”, frisou Kennedy Dias.

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Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra uma atendente da CIL, de costas, utilizando óculos de grau e uma blusa preta, fazendo sinais de Libras com as mãos e olhando para um celular que está à frente dela, apoiado em uma tela de computador. Na tela do celular, aparece um eleitor surdo que está sendo atendido por ela. Ao final da matéria, tem mais fotos da CIL e da visita do secretário adjunto à presidente do TRE-MT.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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