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Barra do Bugres: Distrito de Assari recebe atendimento eleitoral nesta sexta (12) e sábado (13)

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O distrito de Assari, em Barra do Bugres (localizado há 177km da Capital), recebe um mutirão eleitoral na Escola Estadual 7 de Setembro. Os atendimentos serão na sexta e sábado (12 e 13 de dezembro), das 08h às 16h30.   

De acordo com os dados do monitoramento da evolução do cadastramento biométrico de Mato Grosso, o município Barra do Bugres dispõe de uma cobertura de 93,35%, o que representa um eleitorado de 20.623 pessoas, dentro de um universo de 22.091 indivíduos aptos a votar. O foco da ação é ir atrás dos 1.468 (6,65%) eleitores e eleitoras que ainda não fizeram o cadastramento biométrico no município.   

“População que estão em áreas mais distantes terão a oportunidade de realizar a coleta biométrica sem precisar se deslocar grandes distâncias. Aproveitem essa oportunidade do mutirão para regularizar seu título de eleitor e garantir a participação nas próximas eleições”, disse a chefe do Cartório da 13° ZE, Sandra Regina Silva da Costa Ramos. A sede do Cartório Eleitoral em Barra do Bugres está localizada a 22km da comunidade a ser atendida.   

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Os serviços oferecidos pela Justiça Eleitoral são: Biometria, revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio, alistamento eleitoral (primeiro título), emissão de segunda via e de guia para recolhimento de multa eleitoral. Após o atendimento, o eleitor recebe a orientação de que instale o título digital (com foto) por meio do app e-Título.  

A cobertura biométrica em todo o Estado é de 91,27%, sendo 2.328.682 pessoas, porém está em busca das 222.544 (8,73%) pessoas que ainda o realizaram.  

 

O que é biometria  

A biometria é uma ferramenta de identificação por meio da impressão digital, que é coletada e armazenada, garantindo a proteção e que cada eleitor vote apenas uma vez, sem o risco de falsidade ideológica. É um marco na tecnologia, que representa um avanço na proteção e inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.  

 

Estagiária Natália Sarturi (supervisão do jornalista Daniel Dino) 

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#ParaTodosVerem: A imagem mostra uma pessoa realizando a coleta de impressão digital em um equipamento biométrico, enquanto outra pessoa, usando uma camiseta com estampa relacionada ao voto consciente, auxilia posicionando o dedo no leitor. Sobre a mesa, há um laptop aberto, um dispositivo eletrônico com uma caneta acoplada. O ambiente lembra um atendimento formal, para cadastro biométrico.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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