Mato Grosso

Setasc promove Encontro Técnico para Cuidadores do Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias

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Cerca de 70 cuidadores sociais dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães participaram nesta terça-feira (12.8), do Encontro Técnico para Cuidadores do Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias.

Promovido pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio da Secretaria Adjunta de Assistência Social e Políticas para as Mulheres e da Superintendência de Serviços Assistenciais, a capacitação realizada no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), na Capital, teve o objetivo de contextualizar a política de assistência social e apresentar o serviço de acolhimento para adultos e famílias, abordando seus princípios e parâmetros de funcionamento.

A intenção, explica o secretário da Setasc, Klebson Haagsma, é orientar o cuidador social quanto às suas competências e metodologias de trabalho desenvolvidas junto às famílias e indivíduos atendidos pela rede de serviços socioassistenciais.

“Além disso, serão apresentadas as funções e atribuições a serem desempenhadas pelo cuidador, como integrantes das equipes de referência do Sistema Único de Assistência Social. Buscamos, ainda, fortalecer a capacidade técnica dos cuidadores no estabelecimento de vínculos com o público acolhido, garantindo práticas alinhadas à normativas que regulamentam o serviço”, informa o secretário da Setasc.

Durante a abertura do evento, a superintendente de Serviços Socioassistenciais, Maysa Persona, e a coordenadora de Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Setasc, Jennifer Jeronymo, destacaram que o encontro é uma oportunidade importante para fomentar a reflexão e qualificar o trabalho dos cuidadores sociais.

“As unidades de acolhimento recebem pessoas vulneráveis, que muitas vezes têm direitos violados. Precisamos qualificar o serviço que prestamos a esse público. O Encontro Técnico será feito em etapas e posteriormente estendido a outros municípios. Hoje, participam do encontro cuidadores de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Agradeço a todos os gestores municipais que entenderam a importância dessa capacitação. A Secretaria de Assistência Social e Cidadania está à disposição para auxiliar a todos”, enfatiza Maysa.

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Crédito: João Reis/Setasc-MT

A assistente social do Centro Pastoral para Migrantes de Cuiabá, Aurenilce Lúcia Pinto, considera o Encontro Técnico de grande relevância para qualificar os cuidadores sociais.

“Nossa expectativa é de buscar mais informações sobre como acolher melhor o migrante e aprimorar o trabalho que desenvolvemos. No Centro Pastoral, recebemos migrantes de qualquer lugar. Alguns vêm sozinhos e outros com a família, temos recebidos muitas pessoas da América do Sul, como Venezuela, Colômbia, Chile, Equador e Cuba. Trabalhamos direto com migrantes e é muito importante aprimorar o acolhimento e a abordagem que fazemos”, salienta.

Crédito: João Reis/Setasc-MT

Para Michele Metello, assistente social da Casa de Acolhimento para Mulheres Vítimas de Violência de Várzea Grande, mostrar o que é a política de assistência social e sensibilizar sobre o papel do cuidador e a importância do trabalho que eles realizam é fundamental.

“Recebemos um público variado e nossa atuação é pautada na legislação. Percebo que, algumas vezes, há dificuldades em acolher as mulheres vítimas de violência sem julgamentos, por desconhecimento das políticas sociais, do que é a Secretaria de Assistência Social, do que é a proteção básica e a proteção especial. O cuidador precisa entender o seu papel e os objetivos por trás das políticas públicas para qualificar o atendimento prestado aos assistidos”, pontua Michele.

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Crédito: João Reis/Setasc-MT

Programação

O encontro prosseguiu pela manhã, com a Mesa Temática 1: Contextualizando o cuidador social na Política de Assistência Social, com as assistentes sociais da Setasc e palestrantes Fernanda Borges e Thaily Miranda. Apresentação da Política de Assistência Social, do conceito e da importância do serviço de acolhimento para adultos e famílias no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com foco no trabalho social essencial ao serviço foram os temas abordados.

Na sequência, foi realizada a Mesa Temática 2: O Conceito de Cuidado e o Papel do Cuidador no Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias, com as servidoras da Setasc, Fernanda Bueno (psicóloga), e Andressa do Nascimento (assistente social). Entre os assuntos discutidos estão o significado do “acolher” na perspectiva do SUAS e do Papel do Cuidador (conforme a Resolução CNAS Nº 09, de 15 de Abril de 2014).

Na parte da tarde, foi realizada a Mesa Temática 3: Acolhendo a Diversidade, com o presidente do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH), Ten. Cel. Da PM, Ricardo Bueno de Jesus. A proposta da mesa temática foi promover a reflexão sobre o acolhimento da população LGBTQIAPN+ nas unidades de acolhimento para adultos e famílias, considerando os desafios, potencialidades e responsabilidades éticas dos cuidadores no trato com a diversidade de orientações afetivo-sexuais e identidades de gênero.

A programação contou, também, pela manhã e tarde, com debates orientados sobre os assuntos discutidos nas mesas temáticas.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

MT Hemocentro lança carteira digital de hemoglobinopatia para facilitar atendimentos em casos de urgência

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O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, lançou a carteira digital de hemoglobinopatia nesta terça-feira (26.5), durante evento sobre a Doença Falciforme no Conselho Regional de Medicina (CRM-MT). A carteirinha irá reunir informações do diagnóstico da doença, tipagem sanguínea, fluxogramas de complicações, sinais de alerta e manejo da dor do paciente.

A ferramenta é resultado da parceria entre as Secretarias de Estado de Saúde (SES-MT) e de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) e já pode ser solicitada pelos pacientes através do aplicativo MT Cidadão ou Portal do Cidadão Gov.MT (https://portal.mt.gov.br/app/solicitar-carteira-de-hemoglobinopatia).

“A carteira digital funcionará como um passaporte de saúde digital, reunindo informações clínicas essenciais que podem ser acessadas a qualquer momento, especialmente em situações de urgência. É a tecnologia a serviço do cuidado humanizado e da segurança do paciente”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

Segundo a secretária adjunta de Unidades Especializadas da SES, Patrícia Neves, as informações essenciais ficarão na “palma da mão” dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), para garantir fácil acesso em caso de urgência.

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“A carteira digital foi pensada para ser prática, completa e útil tanto para o paciente quanto para o profissional de saúde que o atende. Os dados serão acessíveis aos profissionais de saúde apenas mediante autorização do paciente e utilizados exclusivamente para o cuidado em saúde, com total respeito à privacidade e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, explicou.

Conforme o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, além da tipagem sanguínea, o documento também aponta a fenotipagem eritrocitária estendida, exame laboratorial essencial para transfusões seguras, prevenindo reações transfusionais.

“A carteira traz um fluxograma com orientações objetivas para o manejo das principais complicações. O documento tem ainda um box de destaque com os sintomas que exigem atendimento médico imediato”, afirmou.

A ferramenta conta com um módulo especial sobre o manejo da dor, com Escala Visual de Dor (EVA), Escada analgésica da Organização Mundial da Saúde (OMS) adaptada, tabela prática de medicamentos e doses, e alertas rápidos com lembretes objetivos para um atendimento seguro.

“A dor é a complicação mais frequente e temida pelos pacientes, principalmente os que convivem com a doença falciforme. A carteira digital traz um módulo dedicado a este tema, pois a analgesia não deve ser adiada: os profissionais de saúde devem medicar a dor, sem necessidade de aguardar exames laboratoriais”, concluiu o diretor.

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Parceria com a Associação da Doença Falciforme

Segundo a coordenadora técnica do MT Hemocentro, Susana Sandim Borges, a unidade especializada ouviu e reconheceu uma demanda antiga da Associação de Pessoas com Doença Falciforme do Estado de Mato Grosso (ASFAMT).

“Esta carteira digital era algo esperado há muito tempo pelos pacientes com doença falciforme e contou com o apoio da associação na sua criação. Ainda neste ano, haverá uma segunda etapa do projeto para trazer melhorias de automatizar o manejo da hidroxiureia para pacientes com doença falciforme”, afirmou a coordenadora.

O sistema da carteira digital vai substituir planilhas de Excel por plataforma integrada, com cálculo automático de doses, alertas de toxicidade, agendamento inteligente de consultas e envio de notificações por e-mail. O documento também terá uma linha do tempo clínica de cada paciente, fundamental para avaliar a resposta ao tratamento e tomar decisões baseadas em evidências.

Fonte: Governo MT – MT

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