Uma operação integrada das forças de segurança de Mato Grosso localizaram, nesta terça-feira (18.06), dois suspeitos do assassinato de uma mulher de 35 anos, com disparos de arma de fogo e decapitação, em São José do Rio Claro (315 km de Cuiabá). A ação conjunta entre as Polícias Civil, Militar e Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer), mobilizada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), se estendeu por 12 horas.
A operação chegou ao final com a apreensão de um veículo, uma arma de fogo, munições e dois suspeitos em óbito durante confronto com a polícia.
O homicípio, supostamente praticado por integrantes de uma facção criminosa, ocorreu em uma área de mata a cerca de 10 quilômetros da cidade. A polícia chegou ao local logo após denúncia de moradores. A primeira equipe da Polícia Militar encontrou um veículo próximo ao corpo e suspeitou que havia criminosos escondidos na mata.
Com a chegada de mais policiais, as buscas na área de mata de estenderam para outros pontos de fuga dos suspeitos.
A Secretaria Adjunta de Integração Operacional da Sesp enviou um helicóptero do Ciopaer para a região e mobilizou equipes da Patrulha Rural, da unidade de Cavalaria e da Força Tática, com o apoio do 14º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso.
Cerca de 40 policiais e 10 viaturas foram mobilizados no patrulhamento terrestre, enquanto a equipe do Ciopaer reforçava com buscas aéreas. Os suspeitos, localizados em uma casa na entrada da cidade de São José do Rio Claro, confrontaram as forças policiais. Atingidos por tiros, eles chegaram a ser socorridos e levados à unidade de pronto-atendimento médico, onde foi constato o óbito dos dois.
A operação de buscas foi finalizada, mas as investigações sobre o crime prosseguem no âmbito da Polícia Civil para identificação e responsabilização criminal de outros supostos envolvidos.
O secretário-adjunto de Integração Operacional, coronel Fernando Tinoco, disse que a política de segurança pública de Mato Grosso é de tolerância zero ao crime, em especial os crimes decorrentes de organizações criminosas.
“O enfrentamento ao crime organizado é e continuará sendo forte. Agiremos com as medidas necessárias para manter a ordem e levar à população a sensação de segurança que todos precisamos para viver bem”, enfatizou.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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