Mato Grosso

Sesp inicia elaboração do Plano Tático Integrado de Segurança Pública para Amazônia

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) dará início, nesta segunda-feira (15.04), às discussões para a elaboração do Plano Tático Integrado de Segurança Pública para a Amazônia (PTI/MT), referente ao Plano AMAS (Amazônia, Segurança e Soberania). A abertura será realizada pelo secretário da Pasta, coronel PM César Roveri, no auditório da Escola Superior do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. 

Serão três dias de oficinas e debates, e na quarta-feira (17), as instituições que compõem a Segurança Pública em Mato Grosso apresentarão propostas para o Plano AMAS. O objetivo do Plano AMAS é fortalecer a presença das forças de segurança na Região Amazônica, combatendo crimes ambientais, tráfico de drogas, organizações criminosas, e outros tipos de delitos. 

Sua abrangência compreende os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará e oeste do Maranhão, que, ao aderir à proposta, se comprometem a promover ações com foco no aumento da segurança na região, pelo prazo de 12 meses. Lançado em março de 2023 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Plano AMAS é financiado pelo Fundo Amazônia.

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Serviço | Abertura do evento para elaboração do Plano AMAS (Amazônia, Segurança e Soberania)
Quando: Segunda-feira (15.04), às 9h. 
Onde: Auditório da Escola Superior do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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