Mato Grosso

SES orienta municípios a intensificarem combate ao mosquito da dengue; 59 estão em situação de alerta

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O primeiro Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa/LIA) de 2024, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), aponta que 59 municípios de Mato Grosso estão em situação de alerta de infestação do mosquito transmissor de dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Outros 39 municípios têm índices considerados de risco.

Ao todo, 129 municípios do Estado realizaram o levantamento que utiliza uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti, seguindo as Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue.

Destes municípios, 30 tiveram a classificação elencada como satisfatória, conforme levantamento em anexo.

A divulgação do documento tem o objetivo de contribuir para o diagnóstico e subsidiar os municípios nas ações de combate às endemias.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-MT, Alessandra Moraes, o informativo é uma ferramenta primordial na vigilância e precisa ser intensificada para ampliar os resultados.

“Essa é uma ferramenta que o gestor municipal pode utilizar para todas as medidas necessárias, principalmente nesse momento que vivenciamos uma alta nos números de dengue no Estado. Com isso, ampliar essas medidas de prevenção e controle dentro do seu território”, enfatizou.

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Além do levantamento do Índice Rápido para o Aedes aegypti, a Secretaria também elencou as medidas e estratégias para intensificar o controle de endemias através dos coordenadores, supervisores de campo e agentes comunitários de saúde.

As diretrizes reforçam a necessidade de informar aos moradores sobre o aumento das arboviroses, seus sintomas e riscos por meio do mosquito transmissor, orientando-os a procurar uma Unidade de Saúde em casos suspeitos, evitando assim a automedicação.

Alessandra destacou que as ações também orientam a população sobre seus deveres no combate à dengue dentro e fora de casa. “São ações que vão muito além de não acumular água parada, elas se estendem a conscientização coletiva, através de medidas que abrangem do pequeno em sala de aula até seus avós, aumentando o núcleo de atuação no combate à dengue por todo o estado e reduzindo o risco de uma epidemia em Mato Grosso”, afirmou.

Veja abaixo os municípios em situação de alerta:

Água Boa
Itaúba
Peixoto de Azevedo
Guiratinga
Primavera do Leste
Colíder
Porto Estrela
Alto Araguaia
Araputanga
Santa Cruz do Xingu
Nova Monte Verde
Pedra Preta
Araguaiana
Alto Boa Vista
Jaciara
São José do Povo
Barra do Garças
Cotriguaçu
Juara
Curvelândia
Nossa Senhora do Livramento
Paranatinga
Porto dos Gaúchos
Gaúcha do Norte
Juscimeira
Planalto da Serra
Vila Bela da Santíssima Trindade
Alta Floresta
Itiquira
Apiacás
Canabrava do Norte
Denise
Nova Nazaré
Santo Antônio do Leste
Bom Jesus do Araguaia
Chapada dos Guimarães
Nova Mutum
Santa Carmem
São José dos Quatro Marcos
Vila Rica
Araguainha
Novo Mundo
São Pedro da Cipa
Serra Nova Dourada
Arenápolis
Poconé
Ponte Branca
Matupá
Nova Brasilândia
Rondonópolis
São José do Xingu
Tabaporã
Dom Aquino
Torixoréu
Figueirópolis D’Oeste
Nova Santa Helena
Reserva do Cabaçal
Nova Bandeirantes
Rio Branco

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Abaixo a lista dos 39 municípios com índices considerados de risco:

Sapezal
Itanhangá
Querência
Sinop
Tapurah
Ribeirãozinho
Ipiranga do Norte
Marcelândia
União do Sul
Barra do Bugres
Lambari D’Oeste
Tesouro
Pontes e Lacerda
Campos de Júlio
Cáceres
Aripuanã
Confresa
Cuiabá
Santo Antônio do Leverger
Cláudia
Campo Novo do Parecis
Nova Guarita
Juína
Vera
Feliz Natal
Nova Xavantina
Sorriso
Porto Esperidião
Brasnorte
Campo Verde
Nova Ubiratã
Mirassol d’Oeste
Campinápolis
Guarantã do Norte
Juruena
Santa Rita do Trivelato
Canarana
Lucas do Rio Verde
Várzea Grande

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Promotoria recomenda à Câmara avaliação de conduta de vereador

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, especializada na Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público, expediu notificação recomendatória à Câmara Municipal para que analise possível repercussão ética e parlamentar envolvendo o vereador licenciado e ex-diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), Rogério de França Martins.A recomendação foi assinada pela promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello no âmbito do inquérito civil instaurado para apurar a origem, a natureza e as circunstâncias de valores em espécie supostamente recebidos pelo gestor, bem como eventual relação dos fatos com o exercício da função pública e possível prática de ato lesivo ao patrimônio público ou de improbidade administrativa.A investigação teve início após a divulgação de imagens que mostrariam o então diretor-presidente do DAE/VG recebendo quantias em dinheiro e manuseando uma sacola contendo valores em espécie. Segundo a promotoria, o material audiovisual foi juntado aos autos e passou por análise preliminar. Também foram incorporadas ao procedimento informações sobre a existência de investigações relacionadas à autarquia municipal e um áudio que, conforme apurado, teria sido atribuído ao investigado.Na notificação, a promotora de Justiça destaca que, embora enquanto exercia a presidência do DAE/VG, Rogério de França Martins permanecia titular do mandato de vereador, estando apenas licenciado da função legislativa. Por essa razão, a promotoria aponta que os fatos investigados podem ter repercussão no âmbito do decoro parlamentar, matéria de competência da Câmara Municipal.O documento encaminhado ao presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira, com cópia à Comissão de Ética Parlamentar, recomenda que os elementos reunidos no inquérito civil sejam submetidos ao órgão competente para análise fundamentada sobre eventual violação ao decoro parlamentar e sobre a existência de requisitos para instauração de procedimento ético-disciplinar ou político-administrativo.A promotoria ressalta que a medida não representa antecipação de julgamento sobre a responsabilidade do investigado, mas busca assegurar que o Poder Legislativo exerça sua competência constitucional e regimental para avaliar se os fatos possuem repercussão na dignidade do mandato parlamentar. Conforme a recomendação, cabe à Câmara realizar juízo próprio e fundamentado acerca da necessidade de adoção de providências no âmbito de suas atribuições.O Ministério Público também recomenda que, caso sejam constatados indícios suficientes para atuação da Casa Legislativa, sejam adotadas as medidas institucionais juridicamente cabíveis, observando-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, inclusive em eventual processo político-administrativo.A Câmara Municipal terá prazo de 10 dias para prestar informações ao Ministério Público sobre as providências adotadas. Além da resposta formal, deverão ser encaminhados documentos que comprovem o atendimento à recomendação.De acordo com a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, o encaminhamento dos elementos já reunidos no inquérito civil tem o objetivo de viabilizar a análise institucional da matéria pela Câmara Municipal e prevenir eventual omissão na apreciação de fatos que podem estar relacionados ao exercício do mandato parlamentar.Foto: Câmara Municipal de Várzea Grande

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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