Mato Grosso

SES alinha estratégias de inteligência em saúde com o Conass

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou reunião presencial com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) para fortalecer a cooperação técnica e alinhar as estratégias de inteligência em saúde entre a gestão estadual e a Rede Cieges (Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS).

O evento foi realizado em período integral, nesta quinta-feira (4.9), no Hotel Fazenda Mato Grosso, e contou com a palestra do gerente do Cieges, Sandro Terabe, além de apresentações sobre as ações que já foram desenvolvidas pelo Serviço de Inteligência Estratégica para Gestão Estadual do SUS e por outras áreas técnicas da SES na área de inteligência e monitoramento em saúde.

O secretário adjunto de Atenção e Vigilância à Saúde da SES, Juliano Melo, considerou excelente que os servidores saibam como o centro foi criado, a forma de visualização dos dados dos painéis e o que isso traz de benefício real na tomada de decisão, seja em nível estratégico ou operacional, para que haja o mínimo de retrabalho e o máximo aproveitamento das informações geradas.

“Existem muitas áreas, muita produção com informações, então a gente não está partindo do zero, a gente tem um arcabouço grande. O que a gente precisa fazer é exercitar aqui hoje, amanhã e depois, para tentar refinar os dados e finalizar um pouco mais a informação do campo estratégico, que indique de fato uma possibilidade de tomada de decisão”, disse Juliano.

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O gerente do Cieges, Sandro Terabe, fez uma apresentação sobre a rede, sobre ferramentas de inteligência artificial, painéis de dados e organização de análises desenvolvidas pelo Cieges/Conass.

Terabe destacou a importância do uso de dados para a tomada de decisões e da redução do tempo de coleta e estruturação das informações, a fim de facilitar o trabalho de análise das áreas das secretarias. “A gente já tem capacidade de entregar o dado para o técnico já redondo, pronto para ele analisar. Ganhar todo o tempo para a análise que ele precisa fazer”, afirmou.

Conforme o analista de dados e assessor técnico do Cieges da SES, Paulo Bandeira, esse alinhamento é importante para que as áreas técnicas da secretaria tenham o entendimento e a cooperação necessários para que o núcleo local possa fazer parte da Rede Cieges, que é nacional.

“Para os novos servidores entenderem o que o Cieges pode lhes subsidiar, ou seja, entender mais sobre o que é o Cieges, o que o nosso trabalho pode agregar para a secretaria ou, no contexto geral, para todas as áreas técnicas em si, o que a gente pode fazer para ajudar os servidores em seus trabalhos no dia a dia”, explicou Bandeira.

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A superintendente de Vigilância em Saúde, Alessandra Moraes, destacou o ganho que o serviço de inteligência estratégica da SES trouxe tanto para a tomada de decisões dos gestores quanto para a transparência dos dados no Estado.

“Como a utilização de painéis estratégicos, táticos e operacionais facilita a nossa vida em relação a olhar a informação e, a partir dela, poder tomar decisões direcionadas e também promove a democratização da informação, porque ela deixa de ser somente da área técnica e passa a ser pública. Hoje, o Ministério Público, os órgãos de controle e a própria imprensa… o fato de a imprensa poder usar essas informações dos painéis para divulgar à população é muito importante”, concluiu.

Durante a reunião, um Plano de Trabalho foi elaborado para a cooperação técnica com a Rede Cieges. Participaram do evento representantes dos diversos setores e superintendências da SES. Nesta sexta-feira (5.9), a equipe da SES-MT terá reunião interna para alinhamento do trabalho com orientações do gerente do Cieges.

Crédito: SES-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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