Mato Grosso

Sema apresenta experiência de MT no manejo integrado do fogo em seminário internacional

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O Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais de Mato Grosso foi apresentado, nesta quarta-feira (2.4) no Seminário Internacional de Manejo Integrado do Fogo no Pantanal, realizado em Campo Grande (MS). A palestra foi ministrada pelo secretário executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Alex Marega. O evento termina nesta sexta-feira (4).

Durante a palestra, o secretário executivo da Sema destacou que o governo do Estado de Mato Grosso ampliou em 68% o montante de recursos destinados à execução do plano, se comparado ao ano passado, quando foram destinados R$ 74 milhões. Enfatizou que os investimentos anuais saltaram de R$ 32 milhões, no ano de 2020, para R$ 125 milhões em 2025.

Marega explicou ainda que as linhas de ação contemplam medidas voltadas à gestão, monitoramento, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate, proteção da fauna e comunicação. Adiantou que este ano seis aeronaves estarão trabalhando no combate ao fogo.

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“Teremos ainda a realização de aceiros pela Secretaria de Estado de Infraestrutura nos três municípios que têm o maior risco de incêndios no Pantanal. Entre prevenção e combate ao fogo, foram reservados quase R$ 70 milhões”, afirmou o secretário executivo da Sema.

A programação do Seminário Internacional de Manejo Integrado do Fogo no Pantanal contemplou também discussões sobre a importância da integração do conhecimento ecológico no manejo integrado do fogo, responsabilização e planos de prevenção, entre outros temas.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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