Mato Grosso

Segurança e Ministério Público buscam novas estratégias de combate a golpes bancários digitais

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Diante do avanço da criminalidade no meio digital, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) se juntou ao Ministério Público (MPE) para construir novas estratégias e fortalecer a integração entre as instituições e bancos no combate a golpes e fraudes bancárias no meio digital.

Para construir novas estratégias de inteligência, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) foi convidada para ministrar as palestras do 1º Ciclo de Integração de Inteligência Bancária, que acontece nesta quinta e sexta-feira (11.4), em Cuiabá.

No encontro, a Febraban irá compartilhar as ações de prevenção a fraudes e golpes financeiros e a lavagem de dinheiro com as forças de segurança e Mistério Público. Ao final do evento será elaborada uma carta de ações conjuntas que visa a construção de novas estratégias de combate a esses crimes.

O coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), promotor Mauro Zaque, agradeceu a colaboração da Secretaria de Segurança e da Febraban e destacou o papel fundamental na construção de novas estratégias de combate às fraudes bancárias com aumento de bancos digitais.

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“Me preocupa muito o avanço das inteligências artificiais que já está sendo uma ferramenta importante para atividades criminosas, então nós não podemos ficar atrás, nós temos que sempre dar um passo à frente, sempre estar buscando antecipar o movimento do adversário”, disse o promotor na abertura do evento.

O secretário adjunto de Inteligência (SAI) da Sesp, delegado Valter Furtado, destacou durante a abertura que as estratégias buscadas durante o evento serão construídas para fortalecer as ações da Segurança Pública, visando proteger o patrimônio dos cidadãos alvos de crimes financeiros por meio eletrônico.

“Vamos estabelecer um protocolo de trabalho integrado de ação eficaz para cada instituição e podermos ter o resultado mais eficiente para toda a sociedade, em investigações e ações de combate aos crimes financeiros, que se tornou muito importante nesse cenário de acesso fácil a bancos digitais e transferências instantâneas de valores”, pontuou.

Devido a sensibilidade das informações compartilhadas, da segurança, estão participando apenas agentes dos setores de inteligência da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Politec, além da Secretaria Adjunta de Inteligência.

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Participam do evento integrantes de 10 agências bancárias e financeiras, além de 20 integrantes de inteligência como Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Exército Brasileiro, Controladoria Geral do Estado (CGE), Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Defensoria Pública, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, entre outras.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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