A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) investiu R$ 108 milhões na aquisição de mais de 300 mil kits de uniformes escolares para o ano letivo de 2026, destinados a todos os estudantes regulares da Rede Estadual de Ensino.
A iniciativa contempla alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Projeto Muxirum, educação especial e também egressos do Sistema Prisional.
A entrega dos kits, compostos por camisetas, bermuda, calça, jaqueta, dois pares de meias e um par de tênis, teve início em dezembro de 2025 e segue até meados de março deste ano. Cada unidade escolar é responsável pelo controle da distribuição, que deve ser registrada com assinatura dos pais ou responsáveis e dos próprios alunos.
Após a entrega, a conservação e o uso adequado dos uniformes passam a ser responsabilidade das famílias, que devem zelar pela higiene, manutenção e realização de pequenos reparos, quando necessário.
Estudantes que, por motivos religiosos, necessitarem de adaptações nas peças poderão solicitar autorização à escola. A medida reforça o compromisso da Seduc com o respeito à diversidade cultural e religiosa, promovendo um ambiente escolar mais inclusivo e acolhedor.
Assim como em 2025, o uso do tênis do kit não será obrigatório. Os estudantes poderão utilizar outro tipo de calçado fechado durante as atividades escolares.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o investimento tem como objetivo assegurar a continuidade do acesso à educação de qualidade, oferecendo melhores condições aos alunos e otimizando os recursos públicos.
“A iniciativa garante igualdade de acesso e contribui para a construção de um ambiente escolar mais organizado, inclusivo e seguro”, destacou.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.