Mato Grosso

Seduc inicia entrega do kit de uniformes para escolas da rede estadual de ensino

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) investiu R$ 108 milhões na aquisição de mais de 300 mil kits de uniformes escolares para o ano letivo de 2026, destinados a todos os estudantes regulares da Rede Estadual de Ensino.

A iniciativa contempla alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Projeto Muxirum, educação especial e também egressos do Sistema Prisional.

A entrega dos kits, compostos por camisetas, bermuda, calça, jaqueta, dois pares de meias e um par de tênis, teve início em dezembro de 2025 e segue até meados de março deste ano. Cada unidade escolar é responsável pelo controle da distribuição, que deve ser registrada com assinatura dos pais ou responsáveis e dos próprios alunos.

Após a entrega, a conservação e o uso adequado dos uniformes passam a ser responsabilidade das famílias, que devem zelar pela higiene, manutenção e realização de pequenos reparos, quando necessário.

Estudantes que, por motivos religiosos, necessitarem de adaptações nas peças poderão solicitar autorização à escola. A medida reforça o compromisso da Seduc com o respeito à diversidade cultural e religiosa, promovendo um ambiente escolar mais inclusivo e acolhedor.

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Assim como em 2025, o uso do tênis do kit não será obrigatório. Os estudantes poderão utilizar outro tipo de calçado fechado durante as atividades escolares.

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o investimento tem como objetivo assegurar a continuidade do acesso à educação de qualidade, oferecendo melhores condições aos alunos e otimizando os recursos públicos.

“A iniciativa garante igualdade de acesso e contribui para a construção de um ambiente escolar mais organizado, inclusivo e seguro”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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