Ação integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública, durante a nona fase da Operação Vitae, no município de Sorriso (420 km de Cuiabá), resultou na prisão de dois suspeitos em flagrante eena apreensão de três caminhonete furtadas. A ação teve início nesse sábado (09.12) e encerrou na manhã deste domingo (10).
Além das caminhonetes, foram localizados equipamentos usados em clonagem e abertura de veículos.
As apreensões dos três veículos da marca Toyota, modelo Hilux e SW4, avaliados em mais de R$ 600 mil, ocorreram em diferentes pontos da região.
A ação foi desencadeada no Bairro Industriário, por volta das 19h de sábado, com abordagem de dois ocupantes de uma caminhonete Strada, supostamente usada em um furto que teve uma moradora de Sorriso como vítima.
No interior do veículo no qual dois homens foram presos, ambos de 30 anos, além de objetos pessoais, como carteira e celular da vítima do furto, havia um aparelho de clonagem de chaves veiculares.
A partir dessas prisões, policiais da Companhia Raio de Moto-patrulhamento de Cuiabá, que estão em Sorriso para a operação integrada, pediram apoio à Companhia de Força Tática de Sinop para buscas na cidade de Vera, a 65 km. Em Vera foi recuperada a primeira Hilux, essa roubada horas antes.
A operação prosseguiu e a segunda caminhonete, modelo SW4, também furtada, foi apreendida na rodovia MT-423, no km 9. Horas depois, as equipes de policiais recuperaram a terceira caminhonete Hilux furtada, essa na MT-422, região do município de Santa Carmem.
A caminhonete Fiat Strada, supostamente, não seria produto de crime. Apesar de não haver queixa, o carro apresenta restrição judicial, conforme apontou pesquisa processual feita pelos policiais.
Os suspeitos e todos os veículos e demais produtos foram entregues na Delegacia de Polícia de Sorriso para adoção das medidas legais cabíveis.
Além de policiais de unidades especializadas de Cuiabá reforçarem o trabalho do 12º Batalhão de Polícia Militar de Sorriso, a Operação Vitae, realizada desde janeiro deste ano, tem o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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