Mato Grosso

Projeto da Seciteci com atividades e experiências científicas fica em Sorriso até sexta-feira (9)

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O Circuito Itinerante da Ciência de Mato Grosso (MT Ciências) está em Sorriso até a próxima sexta-feira (9.5). A visita do projeto da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) faz parte das comemorações de 39 anos do município, celebrado neste dia 13 de maio.

A carreta do MT Ciências está instalada na Praça das Fontes, localizada na Rua das Orquídeas, no bairro Centro Norte. Durante os períodos matutino e vespertino, a equipe atenderá escolas do município que agendaram previamente as visitas. No período noturno, o atendimento será aberto ao público em geral até às 21h.

Os visitantes podem conferir quatro salas temáticas com 22 instalações que exploram conhecimentos variados, abordando desde a vasta biodiversidade do Estado até fenômenos da luz, imagem e som. Na parte externa, há um planetário digital com projeção em 360° e kits de robótica e óculos de realidade virtual.

O coordenador de Popularização da Ciência da Seciteci, Marcos Natanael, ressalta a importância da visita do circuito itinerante ao município. “Este atendimento em Sorriso é de grande importância. É a primeira vez que vamos para esta, que é uma cidade polo da Região Norte do nosso Estado. Levamos o circuito completo de atividades para que a população local conheça esse trabalho desenvolvido através da popularização da ciência e incentivo dos jovens a buscar o conhecimento científico”, afirma Marcos.

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O prefeito Alei Fernandes agradeceu a parceria com o Governo do Estado. “É uma alegria imensa receber esse projeto, especialmente no mês em que celebramos os 39 anos de Sorriso. A ciência precisa estar cada vez mais próxima das pessoas, das crianças e dos jovens. E essa iniciativa é uma oportunidade de despertar e estimular o pensamento crítico de forma lúdica e acessível. Agradeço à Seciteci e todos os envolvidos por essa parceria tão importante”.

Em 2024, o MT Ciências realizou 21.176 atendimentos no Estado, passando por 39 cidades e 124 escolas. Neste ano, o circuito já passou por outros municípios como Tangará da Serra, Confresa, Reserva do Cabaçal, entre outros.

Prefeituras, escolas, instituições públicas e privadas de Mato Grosso podem solicitar ao longo do ano a presença do circuito em eventos através de ofício a ser enviado à Seciteci.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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