Mato Grosso

Procon informa canais de atendimento ao consumidor

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A Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT), órgão vinculado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), informa à população que, disponibiliza dois canais para atendimento ao consumidor e registro de reclamação: presencial, nos postos de atendimento, e virtual, pelo aplicativo MT Cidadão, pelo ProconMais.

A secretária adjunta do Procon, Cristiane Vaz, explica que em razão de problemas técnicos ocorridos nos últimos dois meses, o atendimento via chat, pelo WhatsApp, foi desativado temporariamente.

“Todas as reclamações deverão ser registradas pelo aplicativo MT Cidadão ou nos postos de atendimento presencial. Pedimos desculpas pelo inconveniente e informamos que estamos comprometidos com a busca de uma solução eficiente e permanente para melhor atender o cidadão”, salienta a secretária adjunta.

O atendimento presencial é realizado nos postos de Ganha Tempo da Praça Ipiranga, CPA e na Assembleia Legislativa, em Cuiabá, e no Centro Estadual de Cidadania (CEC) do Várzea Grande Shopping, em Várzea Grande.

O consumidor pode, ainda, registrar reclamação pelo Consumidor.gov.br. Disponibilizada pelo Governo Federal, a plataforma é monitorada em Mato Grosso pelo Procon Estadual.

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Como utilizar o ProconMais

Para o consumidor utilizar o ProconMais é bem simples, basta seguir o passo a passo descrito a seguir:

1 – Baixe o aplicativo MT CIDADÃO para acessar os serviços do Governo de Mato Grosso;

2 – No aplicativo MT CIDADÃO, acesse os serviços do Procon MT;

3 – Em seguida selecione uma das duas opções, de acordo com o serviço do Procon que você precisa: 1) Reclamação ou 2) Consulta

4 – Por fim, siga o passo a passo de cada serviço (que pode variar, conforme a opção selecionada), anexe os documentos quando necessário, revise e envie a demanda.

Após a solicitação ser encaminhada, será gerado um número protocolo. O Procon fará a análise da demanda e a interação com o consumidor, que poderá acompanhar todo o andamento pelo MT CIDADÃO, tudo de forma online.

Fonte: Governo MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Quando um filho chama

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Foto vertical que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, sentado em seu posto no plenário do tribunal, olhando para o lado. Ele é um senhor branco, de cabelo e barba brancos, usando toga e óculos de grau.Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.

No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.

Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.

Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.

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Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.

Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.

Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.

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Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.

Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.

José Zuquim Nogueira

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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