Mato Grosso

Primeira-dama de MT participa da 3ª edição da Expedição do SER Família Mulher – MT Por Elas em Juína

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A primeira-dama de MT, Virginia Mendes, participa, nesta quarta-feira (17.07), da abertura oficial da 3ª edição da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, às 13h30, em Juína, município localizado a 746 km da capital mato-grossense. A ação, idealizada por ela, é organizada pela Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres, sob a gestão da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). A programação seguirá até sexta-feira (19.07), com o objetivo de fortalecer as políticas públicas e combater a violência contra as mulheres nos municípios do Estado.

“Há cerca de um mês estivemos em Juína, e estou feliz por retornar para a assinatura do Termo de Adesão do Programa SER Família Mulher. Essa união de esforços é muito importante, porque neste momento estamos utilizando os mecanismos que temos para combater os crimes contra mulheres e vulneráveis. Contamos com a participação de toda população”, destacou a primeira-dama de MT, Virginia Mendes.

A delegada-geral da Polícia Judiciária Civil (PJC), Daniela Maidel, avalia as primeiras edições e destaca o êxito do projeto. “Esse encontro de intenções tem o objetivo de melhorar o atendimento às vítimas de violência doméstica, e isso tem sido fantástico. Em cada região que passamos é notável o interesse e quando concluirmos essa etapa de capacitação acredito que iremos colher bons frutos”, ressaltou Maidel.

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De acordo com o cronograma, a expedição ainda percorrerá outras 12 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), com um município-sede em cada região. Ao todo, 15 regiões serão contempladas com capacitações às equipes da rede socioassistencial, além da participação das equipes socioassistenciais dos municípios abrangidos pela RISP.

A Expedição conta com o apoio e parcerias das Prefeituras Municipais, Associação Mato-grossense dos Municípios, Polícia Judiciária Civil (PJC), Polícia Militar (PM MT), Corpo de Bombeiros Militar, Tribunal de Justiça de MT (TJMT), Ministério Público de MT (MPMT), Defensoria Pública do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e outras entidades.

Da RISP de Juína fazem parte os municípios: Aripuanã; Colniza; Cotriguaçu; Castanheira; Juara; Juruena; Porto dos Gaúchos; Tabaporã e Novo Horizonte do Norte.

Serviço | Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas

Data: 17 a 19 de julho
Horário: 08h30 às 17h
Local: Associação Comercial e Empresarial de Juína (ASCOM)

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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