Policiais militares do 12º Batalhão e da equipe de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam dois homens e uma mulher por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, em ocorrências registradas na noite de terça-feira (22.08) e madrugada desta quarta-feira (23), em Sorriso. Nas ações, a PM apreendeu um revólver, tabletes e porções de drogas e recuperou um carro roubado.
Por volta de 21h, no bairro Morada do Bosque, as equipes do 12º BPM e da Rotam abordaram um veículo Ford KA prata ocupado por um homem de 20 anos, que tentou fugir ao visualizar as viaturas policiais. Com ele os policiais encontraram um revólver calibre .38 com nove munições, oito porções de maconha e identificaram que o veículo era produto de roubo, ocorrido na cidade de Nobres.
O homem confessou que realizava tráfico de drogas na cidade e levou os militares até sua residência, onde os policiais localizaram mais 20 porções de maconha, 127 pinos com cocaína, uma balança de precisão e a quantia de R$ 377,00 em dinheiro. Com o flagrante, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Delegacia da cidade.
Já na segunda ocorrência, na madrugada desta quarta-feira (23), a equipe do 12º BPM recebeu denúncias sobre um ponto de venda de drogas, no bairro Jardim Bela Vista. No endereço, os policiais viram um Voyage branco se aproximando da casa e abordaram o veículo e também um homem, que saía da casa e se aproximava do automóvel.
Uma mala contendo três tabletes de pasta base e três tabletes de cloridrato de cocaína foram localizadas com a passageira do carro. Para os militares, a mulher disse que teria vindo de Cuiabá para entregar as drogas ao suspeito dono da residência. Dentro da casa, os policiais realizaram buscas e encontraram uma máquina de cartão e simulacro de arma de fogo.
Diante da situação, a mulher e o dono da casa receberam voz de prisão e foram encaminhados para a Delegacia, com o material apreendido, para registro da ocorrência. Já o condutor do carro foi identificado como motorista do aplicativo e liberado pela PM após ser constatado não participar do crime de tráfico de drogas.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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