Mato Grosso

Polícia Militar liberta vítima de sequestro e prende cinco pessoas em Rondonópolis

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Policiais militares do 5º Batalhão libertaram um homem de 36 anos vítima de sequestro, tortura e extorsão, na tarde desta quinta-feira (21.03), em Rondonópolis. Na ação, a PM desarticulou um grupo criminoso, prendendo os autores do crime e os suspeitos que receberam as transferências de valores da extorsão que somaram R$ 13 mil.

De acordo com o boletim de ocorrência, familiares da vítima acionaram a equipe do 5º BPM para informar o sequestro de um homem. Os parentes afirmaram que estavam recebendo vídeos e imagens que mostravam a vítima em um cativeiro, sendo torturado e ameaçado por uma arma de fogo. Os denunciantes também disseram que teriam feitos transações financeiras via pix.

Diante das denúncias, as equipes iniciaram diligências seguindo os locais indicados no celular da vítima, que estava sendo rastreado pela família. Os militares chegaram até o endereço do possível cativeiro e encontraram um homem. A PM entrou na casa e abordou o suspeito, que tinha com uma arma de fogo. 

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No local também foram encontrados os documentos e objetos da vítima. Ao ser questionado, o suspeito confirmou o crime e disse que a vítima havia sido levada por outros dois comparsas para um local que não sabia informar.

Neste momento, um veículo Honda Civic verde se aproximou do endereço com dois ocupantes, que tentaram fugir ao ver a movimentação da PM. A dupla foi detida e tentou destruir aparelhos de celular, que foram apreendidos pela equipe. Os três suspeitos encontrados receberam voz de prisão pela Polícia Militar.

Em seguida, os militares receberam informações de um homem que havia sido abandonado próximo ao Anel Viário da cidade. Os policiais se deslocaram e encontraram a vítima do sequestro, que foi levada para a Delegacia de Rondonópolis para demais providências e identificou os três suspeitos como autores de seu sequestro.

Após a prisão dos homens e registro da ocorrência, o serviço de inteligência do 5º BPM conseguiu identificar o destino das transferências bancárias, identificando um homem e uma mulher que residiam no bairro Jardim Luz D’yara. 

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Os militares foram no endereço, abordaram a dupla e constataram as transferências via pix onde o suspeito recebeu o valor de R$ 3 mil e a mulher o valor de R$ 10 mil. A dupla também foi conduzida para a Delegacia de Rondonópolis para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.

Disque-denúncia   

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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