Mato Grosso

Polícia Civil prende quatro envolvidos em assassinato de jovem paulista que trabalhava em MT

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A Delegacia da Polícia Civil de Diamantino cumpriu, nesta sexta-feira (14.06), quatro prisões temporárias contra investigados pelo assassinato e ocultação de cadáver de um jovem trabalhador paulista.

Francisco Venicius Sousa Nascimento Barros, de 21 anos, desapareceu no início de março deste ano, no Distrito de Deciolândia. Ele estava na região trabalhando em uma prestadora de serviço do interior de São Paulo para uma empresa de bioenergia.

No dia 6 de março, o jovem saiu do hotel em que estava hospedado com outros colegas de trabalho e não informou onde iria. Na manhã seguinte, colegas de Francisco informaram o encarregado da empresa sobre a ausência do rapaz e procuram por ele na região, mas sem sucesso. O gerente da empresa procurou a Polícia Civil em Tangará da Serra e registrou o desaparecimento.

A partir do conhecimento sobre o ocorrido, a Delegacia de Diamantino, área de circunscrição do distrito de Deciolândia, iniciou as diligências para esclarecer as circunstâncias em que Francisco sumiu e apurou que ele frequentou um prostíbulo no distrito, onde fez programa com uma das profissionais do local.

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Profissionais do prostíbulo foram ouvidas, além de outras testemunhas, e forneceram informações que auxiliaram a Polícia Civil a delinear a linha de investigação e identificar os envolvidos no desaparecimento e assassinato de Francisco.

Francisco manteve contato por telefone com a garota com quem contratou um programa. A investigada viu uma foto perfil do aplicativo Whatsapp da vítima, onde ele fazia um sinal de três com a mão, o que foi deduzido como alusão a uma facção paulista. A garota de programa armou, então, uma emboscada para que a vítima comprasse entorpecente. Depois de ser emboscado, Francisco foi executado por três integrantes de uma facção criminosa, que depois ocultaram o corpo da vítima.

O delegado Marcos Bruzzi representou pelas prisões temporárias dos quatro envolvidos – a garota de programa e três executores do crime -, que foram cumpridas entre esta quinta e sexta-feira.

“A partir dessas prisões, queremos reunir outros elementos probatórios que possam esclarecer toda a dinâmica do desaparecimento da vítima, como ela foi morta e o onde o corpo foi ocultado”, comentou o delegado de Diamantino.

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Fonte: Governo MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

A Justiça começa onde as pessoas vivem

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No balcão do fórum, a Justiça perde a abstração. Quem chega não pergunta por rankings. Quer saber se a audiência ocorrerá, se a urgência foi examinada ou por que o processo parou. Antes da decisão, o atendimento forma a imagem do Judiciário.

A administração central acompanha dados indispensáveis sobre processos, prazos, estrutura e orçamento. O primeiro grau mostra o que eles não alcançam. A falta de um servidor pesa de modo diverso conforme o tamanho da unidade, as distâncias e as demandas locais.

Instituições extensas correm o risco de confundir igualdade com uniformidade. Comarcas semelhantes podem enfrentar condições distintas. Oferecer-lhes recursos e soluções idênticos parece objetivo, mas pode conservar desigualdades. A equidade exige reconhecer as diferenças e responder a elas com critérios claros.

Mato Grosso torna isso visível. Suas 79 comarcas se distribuem por um território extenso e diverso. Em algumas regiões, o serviço digital evita deslocamentos. Onde faltam conexão ou domínio das ferramentas, o apoio presencial continua indispensável. A solução que aproxima algumas pessoas pode deixar outras à margem.

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A Administração Presente responde a essa realidade. Decisões da sede precisam ser examinadas onde produzirão efeitos. O contato com magistrados, servidores, advocacia e cidadãos revela problemas que, de longe, parecem simples ou sequer aparecem. A visita adquire sentido quando a escuta orienta providências.

Novas demandas sem reforço da capacidade exigem reavaliar recursos. Quando o obstáculo está no fluxo interno, cobrar mais produtividade pode agravá-lo. Às vezes, a tecnologia oferece a resposta. Em outras situações, falta alguém preparado para orientar quem não conseguiu acessar o serviço.

Os indicadores continuam essenciais. Reduzir o congestionamento diminui a espera de quem depende do processo. Produtividade deve representar decisões consistentes em tempo útil. Os dados cumprem sua finalidade quando ajudam a revelar o que precisa mudar para quem procura a Justiça.

Antes da sentença, a qualidade já está sendo percebida. Informação difícil de localizar, prédio inacessível ou descuido com quem chega fragilizado também definem o serviço. A pessoa precisa compreender o que pode ser feito, o que depende de decisão e quanto poderá esperar. O julgamento correto é indispensável; durante a espera, clareza e cuidado evitam desorientação.

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Na Presidência, confirmamos que o primeiro grau é onde decisões concebidas na capital encontram a realidade. Se uma política funciona na sede e tropeça nas comarcas, a administração precisa rever o que planejou.

Administrar um tribunal exige perceber a distância entre o serviço organizado e o que chega ao cidadão. Ela aparece no fórum: numa orientação incompreendida, numa providência tardia, numa resposta que perdeu parte da utilidade. Os relatórios ajudam a medi-la. A experiência de quem procurou a Justiça revela o que ainda precisa ser corrigido.

Autor: José Zuquim Nogueira

Fotografo:

Departamento: Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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