Cinco motociclistas foram presos e 51 veículos removidos durante a 4ª Edição da Operação Tolerância Zero Sobre Duas Rodas, realizada pelas forças de segurança, nesta quinta-feira (22.5) na Avenida Principal do Bairro Nova Esperança, em Cuiabá.
Conforme relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Sesp, entre os presos, estão três suspeitos de adulteração do número de chassis das motocicletas, um por embriaguez e um mandado de prisão em aberto por atraso de pensão alimentícia. Ao todo, os agentes realizaram 10 testes de alcoolemia.
Também foram gerados 97 Autos de Infração de Trânsito (AIT), sendo 33 de veículos com documentação atrasada, 31 de condutores sem habilitação, oito de motocicletas com sistema de iluminação alterados e cinco de veículos sem equipamentos obrigatórios e entre outras irregularidades.
Em 2024, foram registrados 4.151 acidentes em Cuiabá envolvendo apenas motociclistas e, das 88 mortes no trânsito, 37 envolveram motocicletas, conforme dados do Observatório de Segurança Pública.
A Operação Tolerância Zero Sobre Duas Rodas é realizada pelo GGI, com apoio do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá.
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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