Mato Grosso

Polícia Civil deflagra 17 operações contra facções criminosas nesta quinta-feira (13)

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (13.3), 17 operações com o objetivo de desarticular facções criminosas em Mato Grosso.

A megaoperação, batizada de “Inter Partes”, faz parte do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, para combater esses grupos criminosos.

Ao todo, foram cumpridos 138 mandados judiciais, sendo 73 de prisões preventivas, 58 de buscas e apreensões e sete bloqueio de bens, em 27 municípios mato-grossenses.

As ordens judiciais foram decretadas pela Justiça com base em investigações da Polícia Civil que identificaram criminosos ligados a facções envolvidas com os crimes de tráfico de drogas, roubos, furtos, lesão corporal, tortura e homicídios.

Participaram 300 policiais civis e 75 viaturas nesta primeira fase da Inter Partes.

A megaoperação visa a repressão às facções e busca, por meio de investigações criteriosas e qualificadas, aprimorar e ampliar o combate à criminalidade e demonstrar a força do Estado perante esses grupos criminosos que insistem em tentar tirar a tranquilidade da população mato-grossense.

Confira abaixo algumas das operações deflagradas nesta quinta-feira:

Operação Phantom

Uma das ações foi a Operação Phantom que teve como alvo a desarticulação de um grupo criminoso especializado em crime de “sextorsão”, que envolve a extorsão mediante o uso de imagens íntimas das vítimas.

Os mandados judiciais foram expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá, após investigações da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Defraudações, iniciadas em 2021.

Os mandados foram cumpridos nos municípios de Bento Gonçalves (RS), Caxias do Sul (RS), Guaporé (RS) e Itajaí (SC).

Operação Golden

A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com apoio da Delegacia Especial de Fronteira (Defron), cumpriu, no âmbito desta operação, 18 ordens judiciais contra investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro

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Os nove mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e sete de bloqueios judiciais foram cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande.

Operação Jazida

A Delegacia de São José dos Quatro Marcos deflagrou a Operação Jazida para cumprimento de 12 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, contra envolvidos no desaparecimento e homicídio de um homem, ocorrido em novembro de 2024, no município.

Operação Interrupt

A Delegacia Regional de Confresa teve como alvo as facções criminosas, instaladas na região, durante a deflagração da Operação Interrupt. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão.

A Operação Interrupt é um desdobramento da Operação Liderança, que também teve como foco o combate às facções criminosas.

Um dos alvos desta nova fase é filho de um preso da Operação Liderança, que supostamente teria dado continuidade aos negócios ilícitos do pai, suspeito de ser um dos líderes do tráfico em Confresa.

Nesta ação, foram apreendidos celulares, anotações do tráfico e outros itens que podem corroborar a participação dos alvos no crime organizado.

Operação Narco Zero

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis desencadeou esta operação para cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa.

Dois criminosos, envolvidos com os crimes de tráfico de drogas, receptação e fraude processual, foram presos em flagrante delito. Com eles, foram apreendidos cerca de R$ 14 mil em espécie, um carro de luxo e uma motocicleta produto de furto.

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Operação Arapuca

Foi deflagrada pela Polícia Civil em Alto Araguaia para cumprimento de três mandados de busca e apreensão em residências de suspeitos ligados a uma facção criminosa que atua na cidade e região.

A ação teve como objetivo coletar provas sobre uma tentativa de homicídio ocorrida no início deste ano. Na ocasião, a vítima foi atraída para uma residência, por meio de um perfil falso em uma rede social, por alguém que se passava por uma mulher.

Ao chegar no imóvel, a vítima foi abordada por dois indivíduos em uma motocicleta, que efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Ela foi atingida, socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Rondonópolis. O homem conseguiu sobreviver.

Operação Vale Seguro

A ação foi coordenada pela Delegacia de Juscimeira e, com apoio da Delegacia de Jaciara, cumpriu três ordens judiciais, decretadas após investigações baseadas em denúncias anônimas sobre a posse irregular de armas e munições em um estabelecimento comercial e residências da região.

Foram apreendidas armas e munições. Os envolvidos foram presos em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, receptação e posse ilegal de munições de uso permitido.

Operação Ardea Alba

A Delegacia de Pedra Preta deflagrou a Operação Ardea Alba para cumprimento de um mandado de busca e apreensão que resultou na apreensão de aparelhos celulares, que serão periciados para possível fornecimento de informações acerca das atividades criminosas.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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