Mato Grosso

Polícia Civil apreende 215 cestas básicas que seriam distribuídas por organização criminosa na fronteira

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Duzentas e quinze cestas básicas, que seriam distribuídas por uma facção criminosa na região de fronteira com a Bolívia, foram apreendidas pela Polícia Civil, na sexta-feira (23.08), em ação realizada pela equipe de policiais da Delegacia de Pontes e Lacerda (442 km a oeste de Cuiabá).

As investigações iniciaram após a Polícia Civil receber informações de que um caminhão carregado com cestas básicas pertencentes a uma organização criminosa saiu de Várzea Grande com destino a fronteira com a Bolívia com objetivo de realizar a distribuição dos produtos e ganhar simpatia da população, assim como recrutar novos integrantes.

A distribuição de cestas básicas por organizações criminosas tem o objetivo de ganhar a confiança dos moradores da região e marcar território dominado pelo grupo.

Diante das informações, a equipe de policiais da Delegacia de Pontes e Lacerda iniciou o acompanhamento do veículo, vendo o momento em que o caminhão chegou ao município. A equipe então se deslocou para o bairro Morada da Serra, até uma casa de prostituição, pertencente à facção criminosa.

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No momento em que as cestas básicas eram descarregadas no local, os policiais realizaram a abordagem. A proprietária do estabelecimento não soube explicar a origem dos produtos e tampouco revelou a identidade de quem havia enviado as cestas.

Questionado, o motorista do caminhão disse que apenas foi contratado para fazer a entrega da carga e apresentou a nota fiscal de compra, que não estava em nome da investigada. Diante dos evidências, as cestas básicas foram apreendidas e os suspeitos conduzidos à Delegacia de Pontes e Lacerda para prestar esclarecimentos sobre os fatos.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos na atuação do grupo criminoso.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

A raiva e o seu desgoverno

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Em Grande Sertão: Veredas, Riobaldo relembra um conselho de Zé Bebelo, seu antigo chefe. Parece simples, até começarmos a carregá-lo conosco: às vezes convém fingir raiva, mas “raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter”. É uma sabedoria difícil. O conselho não propõe mansidão diante de tudo, nem recomenda passividade. Há momentos em que é preciso reagir, impor limites, demonstrar indignação, exigir responsabilidade. O que Rosa recusa é outra coisa: permitir que a raiva se instale dentro de nós e ali permaneça.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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