Policiais militares do 19º Batalhão de Tangará da Serra, prenderam um homem, de 21 anos, na tarde deste domingo (23.11), que foi flagrado tentando furtar uma residência no município. O suspeito, que afirmou ser de facção criminosa, havia separado armas de fogo, munições e outros objetos para levar do imóvel.
A equipe policial foi acionada após denúncia que indicava a presença do suspeito no interior da casa. No endereço, os militares visualizaram o suspeito dentro da residência. O homem tentou fugir, pulando o muro e correndo pelo bairro, mas foi abordado e detido.
Os policiais também notaram que a porta da casa havia sido arrombada. Na garagem havia um veículo Fiat Toro da vítima, com vários objetos que já tinham sido retirados do interior da residência, incluindo armas de fogo e munições.
O suspeito declarou que teria uma dívida com uma facção em Cuiabá, e que a ação criminosa havia sido planejada a mando dos faccionados.
Diante aos fatos, todo o material foi apreendido e entregue a Polícia Judiciária Civil de Tangará da Serra. O suspeito foi encaminhado à delegacia para as demais providências legais.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos. Uma vida longa — e, em grande parte, dedicada a servir, vestindo a missão da Polícia Civil de Mato Grosso, em uma trajetória marcada por coragem, disciplina e amor ao que fazia.
Mais do que números, sua história é feita de vínculos: oito filhos, 16 netos e oito tataranetos — uma família construída ao longo dos anos, lado a lado com a profissão que escolheu.
Conhecido como “cana dura”, pela postura firme e leal, seu Antônio fala do passado com brilho nos olhos. As lembranças vêm carregadas de um tempo em que, segundo ele, o respeito era parte da rotina. “Era um tempo muito bom. Eu gostava muito do meu trabalho. Naquele tempo, o sujeito (o infrator) respeitava a gente”, diz, com a serenidade de quem viveu intensamente cada momento.
Entre tantas histórias, uma permanece viva na memória: o dia em que entrou sozinho na casa de um magistrado, em Juína, diante de um pistoleiro armado. “Eu entrei com a arma longa e falei: ‘é a polícia, você está preso’. E ele se entregou. Aí algemei e coloquei ele na veraneio (modelo das viaturas da época)”, recorda. Um episódio que resume bem o tipo de policial que foi: firme, direto e destemido.
Natural de Poconé, seu Antônio construiu sua carreira em diferentes cidades de Mato Grosso — Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop e Guarantã do Norte — até fixar raízes em Juína, onde também encerrou sua trajetória profissional, em 2003. Durante essa trajetória foi condecorado diversas vezes em razão do comprometimento com a instituição.
Mas a aposentadoria não o afastou daquilo que sempre fez parte de sua vida. Hoje, morando no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, ele segue presente. Caminha pelos corredores, conversa com os policiais da ativa e compartilha histórias que atravessam gerações.
Ali, entre colegas e lembranças, onde é comumente chamado apenas por “Assunção”, ele ganhou um novo nome — talvez o mais simbólico de todos: “Lenda Viva”, por conta dos seus feitos, talentos e proezas notáveis, que o tornou uma pessoa icônica na instituição.
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