Mato Grosso

Pesquisadores de Mato Grosso descobrem nova espécie de fungo como causa da doença da Paracoccidioidomicose (PCM)

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Pesquisadores identificaram uma nova espécie de fungo, denominado Paracoccidioides lutzii, causador da doença da Paracoccidioidomicose (PCM), uma micose sistêmica que afeta trabalhadores rurais, garimpeiros, tratoristas agrícolas e pessoas em contato direto ou indireto com o solo. A descoberta ocorreu durante investigações realizadas no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT), a partir de isolados clínicos de pacientes atendidos no serviço de referência para diagnósticos clínicos, laboratorial e doenças infecto parasitárias no ambulatório 3 da unidade.

O fungo fica alojado no solo, e ao remexer a terra, a pessoa inala, indo parar nos pulmões. A paracoccidioidomicose (PCM) pode causar sequelas pulmonares crônicas, como fibrose pulmonar e alterações enfisematosas, e uma série de manifestações clínicas típicas, como úlceras na mucosa oral, nasal, gânglios cervicais, lesões em pele, em ossos, e mais raramente, em mucosa ocular e outros sítios anatômicos. O nome escolhido para a nova espécie foi uma homenagem ao Dr. Adolfo Lutz, do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo, que há 117 anos registrou o primeiro caso clínico da doença, denominado P. brasiliensis.

A descoberta foi uma colaboração entre pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com financiamento total da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), o projeto está vinculado ao Programa de pós-graduação em Ciências da Saúde da UFMT.

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A coordenadora da pesquisa, a professora doutora Rosane Hahn, estuda a doença há 29 anos para identificar sintomas e seus principais acometiments . Nesse período foram executados vários projetos com foco em estudos epidemiológicos e clínicos-laboratoriais da PCM em Mato Grosso. A doença não possui cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado. Em Mato Grosso, os casos são acompanhados pelo Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM). A descoberta da nova espécie (P. lutzii) e a obrigatoriedade de notificação da doença em Mato Grosso reforçam a necessidade de monitoramento epidemiológico e aprimoramento das estratégias de diagnóstico e controle da PCM no Brasil.

Atualmente a pesquisadora coordena um projeto em parceria com a Secretaria de Estado Agricultura Familiar/MT (SEAF). Este projeto visa a obtenção de amostras de sangue (soro) de indivíduos envolvidos com agricultura familiar para realização da sorologia para PCM, identificando fatores epidemiológicos em 09 (nove) munícipios da Baixada Cuiabana, Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio do Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Acorizal, Jangada, Barão de Melgaço e Poconé.

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Sabe-se que os homens são mais acometidos pela doença em uma proporção de 14 para 1 em relação às mulheres. O hormônio estrogênio exerce um efeito protetor, reduzindo os casos entre mulheres antes da puberdade e após a menopausa.

O Ministério da Saúde está financiando um projeto na ordem de R$1,5 milhões, para esse grupo de pesquisadores obterem um antígeno que possa ser utilizado em laboratórios dos estados brasileiros (LACEN’S). O antígeno que contenha o complexo P. brasiliensis e suas 4 espécies crípticas (S1, S2, PS3 e PS4), e a nova espécie P. lutzii. Até o final de 2025, a equipe de pesquisadores incluindo USP, FIOCRUZ (RJ), UNIFESP, UNESP, Instituto Adolfo Lutz (IAL-SP) e UFMT deverá finalizar a entrega do novo antígeno.

Atualmente, apenas no laboratório de sorologia para PCM localizado no laboratório de Micologia/Investigação vinculado a Faculdade de Medicina / UFMT, realiza manualmente essa sorologia.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

PM encerra festa de facção criminosa que tinha drogas e presença de adolescentes em Barra do Bugres

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Policiais militares do 7º Comando Regional apreenderam, na madrugada deste domingo (17.5), 176 porções de entorpecentes diversos, 24 garrafas de bebidas alcoólicas, quatro rádios comunicadores e um simulacro de arma de fogo, durante abordagem a uma festa promovida por integrantes de uma facção criminosa no município de Barra do Bugres.

No local, 37 pessoas foram abordadas e detidas, entre adolescentes e suspeitos por tráfico ilícito de drogas, apologia ao crime e fornecimento de bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas para menores de idade.

Equipes da 12ª Companhia Independente da PM, com apoio da Agência Regional de Inteligência, do 19º BPM e da Força Tática, receberam denúncia de que havia uma festa sendo promovida por faccionados em um pesqueiro. No local, ocorria o consumo e a comercialização de drogas.

Com um dos suspeitos apontados como organizadores do evento, os policiais apreenderam 91 porções de entorpecentes diversos. Já com outra integrante da quadrilha foram encontrados 22 comprimidos de ecstasy.

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As equipes também localizaram porções de cocaína, maconha e loló espalhadas em diferentes pontos do salão de festas. Os militares encontraram ainda um simulacro de pistola dentro de um veículo. Pelo menos 28 menores de idade estavam no local, fazendo uso de bebidas alcoólicas e, possivelmente, de entorpecentes.

Os suspeitos, os materiais apreendidos e os demais envolvidos foram encaminhados à delegacia para registro da ocorrência

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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