Mato Grosso
Pesquisadora desenvolve linha de cosméticos e investe em marketing para divulgar empreendimento com apoio da Desenvolve MT
Publicado em
27 de novembro de 2025por
Da Redação
A carreira acadêmica sempre foi um espaço familiar para Wanessa Faria, que dedicou anos à pesquisa e à cosmetologia. Mas, diante das limitações do mercado científico no Estado, ela decidiu transformar esse conhecimento acumulado em prática: empreender na área que, desde cedo, alimentava sua curiosidade e encantamento.
A farmacêutica e cirurgiã-dentista teve a primeira formação em 2011, da graduação ao pós doutorado e de volta às salas de universidade, mas dessa vez como professora, ela construiu uma carreira sólida e a estética sempre esteve presente. Mas foi durante o pós-doutorado que surgiu o produto que daria nome ao próprio empreendimento.
Desenvolvida a partir de uma pesquisa científica, que resultou em uma patente própria, a linha Tugani utiliza micropartículas de extratos de café verde, ativo com poder antioxidante superior ao da vitamina C. Vegana e clean label, ou seja, formulada com ingredientes mais limpos e transparentes, a coleção reúne sabonete facial, água micelar, gel creme e roll-on para a área dos olhos. Pensados para o uso diurno, os produtos potencializam a ação do protetor solar e ajudam a reduzir os danos causados pela radiação e pela poluição.
Em 2017, com a portaria que permitia a profissão de farmacêutico atuar na área de injetáveis na estética, Wanessa deu início à 2° graduação em odontologia. “Sou farmacêutica e tenho muito orgulho da minha formação, mas meu sonho de infância sempre foi ser dentista. A odontologia me abriu a oportunidade de aprofundar o estudo da anatomia facial e ampliar meus conhecimentos em estética, além de atuar diretamente na saúde bucal. Porque, antes de tudo, estética também é saúde.”, afirma.
O negócio começou com um CNPJ que carregava o nome da própria empreendedora. Em 2025, já com a odontologia incorporada aos atendimentos e uma proposta mais ampla, Wanessa transformou a marca em Instituto Tugani. O nome, que nasceu com a linha de cosméticos, vem de um acrônimo de três palavras: tu de natural, gan de vegano e ni de orgânico. Além dos produtos, a clínica oferece atendimentos odontológicos, desde estética a implantes, harmonização facial e corporal, spa, terapia corporal, estética facial e terapias combinadas.
Com a clínica inaugurada, Wanessa decidiu que era o momento de investir na marca e fazê-la crescer. Foi assim que, depois de conhecer a Desenvolve MT através das redes sociais, ela solicitou o crédito através da linha Mulher Empreendedora. Wanessa investiu parte em capital de giro e o restante foi investido em marketing para a linha de cosméticos.
Para a empresária, uma boa comunicação com o público é fundamental para o crescimento e fortalecimento do negócio como marca. “Com o crédito, conseguimos melhorar nossa comunicação sobre os serviços e produtos da clínica. Criamos um site com o recurso e também organizamos nosso Instagram para divulgar melhor o que oferecemos.”, ressaltou.
Para Wanessa, empreender também significa aprender continuamente e buscar apoio para tomar decisões mais seguras. Ela reforça que muitas mulheres começam um negócio “na coragem”, assim como ela fez no início, mas acabam enfrentando desafios que poderiam ser amenizados com orientação adequada. “Eu mesma comecei me aventurando, sem tanta orientação, e acabei passando por muitas dificuldades. Por isso, para quem está começando, é fundamental buscar ajuda, adquirir conhecimento e se preparar. Resiliência, informação e um sonho bem estruturado fazem toda a diferença”, afirma.
*Com supervisão de Livia Rabani.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário
Published
9 horas agoon
14 de outubro de 2026By
Da Redação
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.
Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.
“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.
A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.
“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.
Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.
O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.
“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.
Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Integração com os municípios
Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.
O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).
Fonte: Governo MT – MT
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