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Procurador de Justiça fala a estudantes de Gestão Pública do IFMT

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O procurador de Justiça titular da Especializada na Defesa da Probidade e do Patrimônio Público, Edmilson da Costa Pereira, foi convidado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), campus de Várzea Grande, para uma aula especial aos discentes do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. “A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso na defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público” foi o tema da palestra proferida na noite de quinta-feira (23) para cerca de 70 estudantes do 1º ao 6º semestre. 

Para o procurador de Justiça, é de fundamental importância tratar do tema defesa do patrimônio público em um curso de formação de gestores públicos. “Abordei o que é a interpretação atualizada do patrimônio público, dando enfoque à questão da preservação e dos caminhos que a administração pública e a sociedade em geral devem trilhar para isso, em conformidade com a percepção e a concepção de que se trata do património de todos e por isso requer atenção especial de toda a sociedade”, contou Edmilson Pereira, lembrando que atualmente há diversos dispositivos que favorecem esse controle social, como os portais transparência. 

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O procurador de Justiça defendeu uma visão ampliada sobre o tema, que vai além da “visão tradicional de que ofensa ao patrimônio público é um mero cometimento de atos de improbidade ou de condutas não republicanas”. “Em verdade, você ofende o patrimônio Público quando não dá a ele o tratamento adequado de zelo, de preservação, de postular a adequação de medidas que sejam voltadas para a preservação desse patrimônio, preservação do património imaterial, do património cultural. Numa visão ampliada, percebemos que a matéria é atinente a todos”, defendeu. 

“Acreditamos que a valorização do patrimônio histórico-cultural de uma sociedade dignifica a identidade de seus cidadãos e que oportunizar aos discentes participarem de um momento acadêmico como esse, na presença do procurador de Justiça Edmilson da Costa, não apenas fortalece o aprendizado como promove a reflexão crítica dos estudantes sobre aspectos da cidadania e da atuação do Ministério Público no Estado de Mato Grosso”, considerou a professora mestre Rosana Aparecida de Andrade Silva. 

O convite ao MPMT partiu da professora, com apoio da Coordenação do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública e da Coordenação de Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso – campus Várzea Grande.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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