Mato Grosso

Madrinha do Hospital Estadual Santa Casa, primeira-dama de MT entrega doações de leite especial e fraldas descartáveis

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Em visita realizada nesta terça-feira (20.06), a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, que é madrinha da unidade hospitalar, fez a entrega de 350 fraldas para a unidade e 16 latas de leite Nutren Júnior para uma criança com restrição alimentar. As doações foram arrecadadas no mês de maio na 1ª Corrida SER Família dos Anjos, idealizada por Virginia para apoiar a campanha estadual dos cadastros voluntários de Medula Óssea, realizada pelo MT-Hemocentro.

A corrida foi uma ação do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Secel), com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e Secretaria de Estado de Saúde (SES) – com o MT-Hemocentro-, sob a gestão da Federação de Atletismo Mato-grossense (FAMT) e gerenciamento da Morro MT.

“Como madrinha da Santa Casa estou muito feliz por fazer esta visita, entregar as fraldas e o leite para a mãezinha que precisava, porque a filha dela só toma esse tipo de leite, e conseguimos arrecadar tanto o leite quanto as fraldas com as inscrições da 1ª SER Família dos Anjos. Agradeço a todas as pessoas que contribuíram. Para nós e para o Governo do Estado é uma honra estar aqui fazendo essas entregas com toda equipe da Santa Casa, com a nossa querida diretora Patrícia”, disse a primeira-dama Virginia Mendes.

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“Conheci a história da pequena Fernanda, ela precisa de uma dieta especial devido ao tratamento que ela faz no esôfago, esse leite que é de alto custo vai garantir entre três a quatro meses a dieta dela, e com certeza vamos continuar fazendo campanhas para novas doações”, ratificou a primeira-dama de MT.

A diretora do Hospital e fisioterapeuta intensivista, Patrícia Neves agradeceu a visita da primeira-dama e as doações entregues. “A visita da primeira-dama Virginia Mendes à Santa Casa é sempre um momento feliz, ela sempre vai trazer uma boa nova. Então a doação dos leites e das fraldas são imprescindíveis, porque os pacientes que nós acolhemos são pacientes bem carentes”, agradeceu Patrícia.

A diretora ainda destacou a atuação da primeira-dama Virginia Mendes enquanto madrinha da Santa Casa. “Ela é muito atuante, mesmo impossibilitada de estar vindo até a Santa Casa se preocupa e está sempre inteirada da situação das crianças, com a resolutividade dos problemas”.

Para dona Adriana Lima de Itiquira, que acompanha a neta em tratamento oncológico, essa ação vai ajudar. “Muito importante o que a primeira-dama Virginia Mendes está fazendo, é uma ajuda muito grande para as crianças, principalmente para a gente que vem de fora, muitas mães que ficam aqui até por sete meses internadas”.

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Fernanda Medeiros está com a filha internada em tratamento oncológico. Ela ressaltou que a doação chega em boa hora. “Geralmente fica em torno de três a quatro pacotes de fraldas por semana, é muito difícil porque um pacote de fraldas custa em média de 70 a 80 reais”.

Dona Edilene Maria Leite, mãe da pequena Fernanda de apenas três anos que faz uso contínuo do leite, falou da alegria de receber o alimento. “Eu sou mãe solo, além da Fernanda eu tenho mais uma criança, ela precisa de mim em período integral e tenho que dar o dobro de mim por eles. Eu não tenho palavras para expressar a gratidão que tenho por dona Virginia, às vezes as coisas estão tão difíceis, tanta tribulação de repente a gente vê que ainda existem pessoas que são solidárias, uma pessoa que olha pelo próximo”.

Participaram da visita, os secretários adjuntos da Setasc, Marilene Marchese e Édio Matos, servidores da Setasc e Unaf.

Fonte: Governo MT – MT

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Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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