Mato Grosso

Lacen promove webinar sobre micobactérias nesta quarta-feira (30)

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O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (Lacen), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), vai realizar, nesta quarta-feira (30.7), das 9h às 12h, webinar sobre Vigilância Laboratorial para Tuberculose e outras micobactérias.

Este é o quarto episódio do Conexão LAB, série mensal que aborda temas estratégicos de vigilância laboratorial, e será transmitido pelo Zoom.

Segundo a diretora do Lacen, Elaine de Oliveira, o objetivo da videoconferência é fomentar a articulação entre os serviços laboratoriais e a vigilância em saúde no enfrentamento das micobactérias.

“Queremos disseminar os conhecimentos técnicos, para fortalecer as práticas diagnósticas, a qualificação dos fluxos interinstitucionais e a melhoria contínua dos processos de monitoramento e resposta rápida”, explicou Elaine.

A diretora informou ainda que o tema deste mês foi escolhido devido à alta demanda de exames de micobactérias no Lacen e porque essa bactéria requer atenção especial devido à sua capacidade de causar doenças graves e persistentes.

“A Mycobacterium tuberculosis (M. tuberculosis) é uma bactéria patogênica que causa a tuberculose, doença infecciosa crônica que pode afetar qualquer parte do corpo, mas principalmente os pulmões. A prevenção e o tratamento eficaz da tuberculose são fundamentais para controlar a propagação e reduzir a morbidade e mortalidade associadas a essa infecção”, afirmou.

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Os palestrantes serão Marisa Viana, da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública, Lucia Dias, da Vigilância Epidemiológica da SES-MT e Doracilde Takahara, da Vigilância Laboratorial das micobactérias. A diretora Elaine será a moderadora.

Série Conexão LAB

O Conexão LAB é uma série composta por oito episódios que serão realizados uma vez ao mês para tratar de temas de relevância para a vigilância laboratorial. Os assuntos serão definidos de acordo com a logística de diagnóstico e a demanda de encaminhamentos das amostras.

A série já tratou sobre vigilância laboratorial para arbovírus, como dengue, zika e chikungunya; vírus respiratórios; e sarampo e rubéola.

“A série Conexão LAB fortalece a integração entre a vigilância laboratorial e os demais serviços de saúde, promovendo uma atuação mais eficaz no enfrentamento das emergências de saúde pública”, concluiu Elaine.

O Lacen presta serviços desde 1975, sendo referência em análises de vigilância em saúde no Estado de Mato Grosso. O laboratório atende aos municípios do Estado via Sistema Único de Saúde (SUS) com oferta de exames de sorologia, biologia molecular, micro bacteriologia, microbiologia clínica, entre outros.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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