O Corpo de Bombeiro Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu uma mulher que perdeu o controle do carro e bateu em uma bomba de gasolina na madrugada desta segunda-feira (12.5), na Avenida das Nações, em Lucas do Rio Verde (a 480,9 km de Cuiabá). O impacto causou vazamento de combustível, no entanto, a condutora do veículo não sofreu nenhum ferimento aparente.
A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13° CIBM) foi acionada para atender o chamado do veículo que atingiu uma bomba responsável por distribuir gasolina e diesel, gerando o vazamento de resíduos inflamáveis e água, proveniente de um cano rompido durante o impacto.
Chegando ao local, a equipe encontrou a vítima fora do veículo, sem ferimentos aparentes. Apesar do risco, não havia perigo iminente de explosão, pois o vazamento era limitado a resíduos presentes na mangueira da bomba e ao gotejamento do próprio veículo.
Durante a remoção do automóvel, os bombeiros militares utilizaram pó químico seco para neutralizar gases e evitar qualquer centelha, além de realizarem o resfriamento do veículo.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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