O índice de homicídios dolosos reduziu 30% em Mato Grosso nos primeiros seis meses da Operação Tolerância Zero contra as facções criminosas. Outros crimes violentos como latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte também apresentaram queda de 44% e 25%, respectivamente.
Os dados, divulgados pelo Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) nesta segunda-feira (26.5), comparam o período de 25 de novembro de 2024 a 25 de maio de 2025 com os mesmos meses dos anos anteriores.
Durante a vigência da operação, o número de homicídios dolosos caiu de 456 para 319, uma redução de 30%. Já os casos de latrocínio passaram de nove para cinco, representando queda de 44%. As ocorrências de lesão corporal seguida de morte também diminuíram, de quatro para três registros, ou seja, redução de 25%.
O programa Tolerância Zero contra facções criminosas foi lançado em 25 de novembro de 2024, em um pacote de medidas integradas que intensificou as ações das forças de segurança para combater todos os tipos de crimes e para proteção e defesa do cidadão de Mato Grosso.
O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, parabenizou as forças de segurança pelo empenho e afirmou que a redução dos indicadores criminais é resultado do trabalho árduo dos servidores, seguindo à determinação do governador Mauro Mendes de tolerância zero às facções criminosas em Mato Grosso.
“Nossos valorosos policiais civis e militares merecem reconhecimento pelo trabalho e pela dedicação que já vinham demonstrando, mas que foi intensificado com o programa Tolerância Zero. O governador Mauro Mendes decretou tolerância zero às facções e garantiu todo o suporte necessário para a execução das ações. Hoje, temos polícias equipadas com armamento de ponta, tecnologia integrada ao trabalho humano, viaturas nas ruas 24 horas por dia, servidores capacitados, e os dados comprovam que estamos no caminho certo. Quem ganha com tudo isso, é claro, é o cidadão mato-grossense, que vive com mais sensação de segurança”, destacou Roveri.
A Escola Estadual de Tempo Integral Daury Riva tem se destacado com o projeto “Cultivando o Futuro: Educação, Sustentabilidade e Práticas na Escola”, uma iniciativa que vem transformando o processo de ensino-aprendizagem por meio da integração entre conteúdo pedagógico e práticas sustentáveis. A proposta busca estimular nos estudantes a consciência ambiental, hábitos saudáveis e o senso de responsabilidade com o meio em que vivem.
A partir da criação e manutenção de uma horta escolar, os alunos passam a vivenciar, na prática, conteúdos trabalhados em sala de aula. A experiência torna o aprendizado mais dinâmico, participativo e conectado à realidade, além de incentivar a curiosidade e a busca ativa por conhecimento.
Segundo o professor Cleber Borges dos Santos, que atua com protagonismo estudantil, o projeto fortalece o envolvimento dos alunos nas atividades da escola. “A gente incentiva muito a participação deles. No clube, eles trazem ideias, ajudam no plantio e se sentem responsáveis pelas ações. É um momento de interação, de trabalho em grupo e de desenvolvimento do respeito e da coletividade”, destacou.
Para o professor de matemática e pensamento científico, Eder Rodrigues dos Santos, a horta vai além do cultivo de alimentos. “Ela é um espaço de aprendizado prático, onde os alunos desenvolvem conhecimentos em ciência e matemática, além de valores como responsabilidade, paciência e trabalho em equipe. Investir na horta é investir em educação, saúde e futuro”, afirmou.
Os estudantes também relatam mudanças significativas na forma como enxergam o aprendizado e sua participação na escola. Kaiky Frasson, do 7º ano, conta que passou a se sentir mais valorizado. “Antes eu achava que minha opinião não fazia diferença, mas no clube aprendi que posso contribuir e ajudar a construir coisas com meus colegas. Isso me fez sentir protagonista”, disse.
Já Maria Luísa Oliveira Souza, também do 7º ano, destaca o ambiente acolhedor e colaborativo. “No clubinho eu me sinto respeitada e ouvida. A gente aprende a trabalhar em equipe, dividir tarefas e resolver problemas juntos. Isso me deixou mais confiante e responsável”, relatou.
Além de estimular o trabalho em equipe, o projeto contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e científico, já que os alunos são incentivados a observar, analisar e buscar soluções para os desafios encontrados no cultivo da horta.
Por fim, a diretora da escola Rosicacia Florêncio Costa, avalia que a iniciativa também fortalece a cultura maker, colocando os estudantes como protagonistas do próprio aprendizado, com atividades práticas que desenvolvem autonomia e criatividade. “Ao compreenderem a origem dos alimentos e a importância da preservação ambiental, os jovens passam a adotar atitudes mais conscientes no dia a dia e a convivência na escola fica muito melhor”, finalizou.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.