O Governo de Mato Grosso, por meio da Controladoria Geral do Estado, premiou, nesta quarta-feira, 25 órgãos e entidades do Executivo estadual com o Selo de Ouvidoria e Transparência 2024. A iniciativa reconhece o compromisso com a transparência, a participação social e a melhoria contínua dos serviços públicos, integrando as ações do Programa Integridade Pública do Estado. A entrega foi realizada durante o 2º Encontro de Ouvidoria e Transparência.
Os órgãos foram avaliados e premiados nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Diamante, conforme seu desempenho em critérios relacionados à transparência ativa e passiva e à atuação das ouvidorias. Entre os reconhecidos, sete instituições alcançaram a mais alta distinção, o Selo Diamante: as secretarias de Estado de Saúde, Segurança Pública e Fazenda, a Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), a Desenvolve MT, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Além disso, 13 entidades receberam o Selo Ouro, quatro foram contempladas com o Selo Prata e duas receberam o Selo Bronze.
Para a reitora da Unemat, Vera Maquêa, a premiação reflete o compromisso da universidade com a transparência e a responsabilidade na gestão pública. “Dedico este reconhecimento a todos os servidores da Unemat, que se empenharam no cumprimento das exigências, e, em especial, à nossa ouvidoria setorial, que trabalhou incansavelmente para alcançar esse resultado. Agora, nosso desafio é manter o Selo Diamante em 2025”, afirmou.
O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, também ressaltou a importância da autoavaliação como um instrumento para aprimorar a gestão. “Ao nos avaliarmos internamente, conseguimos enxergar de forma estratégica nossas oportunidades de aprimoramento. Esse processo fortalece a qualidade dos serviços públicos e assegura um atendimento mais eficiente para a população”, afirmou.
A análise que determinou a premiação considerou 68 itens que avaliam diferentes aspectos da transparência pública, como acessibilidade das informações, divulgação de contratos, receitas e despesas, transparência na folha de pagamento e gestão fiscal, além do funcionamento do Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) e a disponibilização de dados institucionais prioritários. Os critérios foram embasados em legislações vigentes e boas práticas nacionais, incluindo o Modelo de Maturidade em Ouvidoria Pública, o Programa Nacional de Transparência Pública e a Avaliação da Transparência Internacional.
A secretária adjunta de Ouvidoria e Transparência, Aline Landini, celebrou os resultados da avaliação e ressaltou a evolução dos órgãos estaduais no cumprimento dos requisitos de transparência. “Analisamos 33 órgãos e mais da metade obteve mais de 80 pontos. Esse desempenho superou nossas expectativas! Houve melhorias evidentes nos portais institucionais, que agora estão mais organizados, completos e acessíveis”, afirmou.
A iniciativa faz parte do Programa Integridade MT, que tem como objetivo fortalecer a governança pública e garantir que a administração estadual atue de forma eficiente, imparcial e transparente. O programa reúne um conjunto de medidas institucionais voltadas para a prevenção, detecção e correção de práticas irregulares, além de incentivar a ética e a responsabilidade na gestão pública.
O modelo de avaliação utilizado para a premiação é inédito no país e foi desenvolvido em parceria com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). De acordo com o secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, a metodologia adotada poderá servir de referência para outras unidades da federação. “A entrega desses selos representa o compromisso do governo com a transparência, a integridade e a eficiência na gestão pública, fortalecendo a confiança da população nos serviços oferecidos. Estamos muito orgulhosos desse avanço”, destacou.
Com essa premiação, o Governo de Mato Grosso reafirma seu compromisso com a transparência e a participação social, promovendo uma administração mais acessível, eficiente e responsável perante a população.
Responsável por implantar a cirurgia robótica no Sistema Único de Saúde (SUS) do estado, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso fechou o mês de maio com outro importante marco para a saúde pública mato-grossense. Desde o dia 30, o robô começou a ser usado também em cirurgias ginecológicas, ampliando o acesso à tecnologia.
De 30 de maio a 1º de junho, o hospital do Governo de Mato Grosso fez um mutirão de procedimentos robóticos ginecológicos, supervisionado pelo Programa de Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita – organização filantrópica que administra a unidade em Cuiabá.
Quatro pacientes fizeram os procedimentos em 30 de maio e outras quatro no dia 31. Em 1º de junho, foram três pacientes. “Foi tudo ótimo, fomos muito bem atendidos. Minha esposa já está em casa, sem nenhuma intercorrência. Agora, é só fazer o repouso”, comemorou o marido de uma das pacientes operadas no domingo, D. M. Sua esposa fez uma cirurgia de retirada do útero e das trompas. “Já está com o retorno marcado”, acrescentou.
O coordenador do centro cirúrgico do Hospital Central, Iuri Tamasauskas, explicou que a cirurgia robótica traz vantagens para o paciente. “Usando o robô, o cirurgião tem um acesso mais preciso à pelve. Com isso, a ação é delimitada, favorecendo a recuperação, que se torna mais rápida e com menos dor”, observou.
Em abril, a unidade realizou o primeiro mutirão de cirurgias robóticas, feitas para o tratamento de câncer de próstata. Também foram três dias de procedimentos. Ao todo, desde que começou a funcionar, o hospital realizou 22 cirurgias robóticas pelo SUS em Mato Grosso.
Fazer procedimentos sofisticados, que demandam o uso de tecnologia, é uma das características da unidade de alta complexidade, afirmou Alessandra Bokor, diretora do Hospital Central. “E as cirurgias robóticas são um bom exemplo disso. Nosso vínculo com o Einstein tem nos permitido qualificar profissionais e expandir o acesso do robô aos usuários do SUS em Mato Grosso”.
Essa ampliação faz parte do planejamento de operação do Hospital Central, que começou a atender em janeiro deste ano. Voltada para casos de alta complexidade, com ênfase em cirurgias, a unidade opera 100% pelo SUS.
Em agosto, o hospital alcançará a atividade plena com 12 especialidades cirúrgicas: cirurgia pediátrica, cirurgia urológica, cirurgia ortopédica, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia ginecológica, cirurgia vascular, cirurgia cardiovascular, cirurgia torácica, mastologia, cirurgia oncológica e neurocirurgia. Devido a esse perfil, a unidade atende exclusivamente pacientes encaminhados pela Central Estadual de Regulação.
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista¿Newsweek em parceria com a¿empresa de dados¿Statista¿Inc.¿ Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
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