Mato Grosso

Governo inicia obras para asfaltar primeiro trecho da MT-170, antiga BR-174

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O Governo de Mato Grosso iniciou nesta sexta-feira (14.04) o asfaltamento do primeiro trecho da rodovia MT-170, antiga BR-174, na região Noroeste do Estado. As obras começaram no Lote 1, com 50,7 km de extensão, localizados na saída do município de Castanheira, em direção a Juruena.

O trecho está sob responsabilidade do Consórcio, formado pelas empresas Sanches Tripoloni, Trafecon e MT Sul. O investimento no trecho é de R$ 89 milhões, o que incluiu a elaboração dos projetos.

Os trabalhos começaram com a limpeza da pista, que será alargada para ter as dimensões corretas. O início da obra vai ajudar a eliminar alguns dos problemas da rodovia, como o fato de ela ser estreita e mais baixa do que as laterais, o que impede o escoamento da água.

As obras começam nesse trecho da rodovia, devido a melhoria das condições climáticas e do solo, conforme anunciado pelo Governo de Mato Grosso, e terão início em outros trechos, nas próximas semanas, com o fim do período chuvoso.

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“As empresas contratadas já estão mobilizadas na região. É preciso lembrar que essa estrada está em uma área de floresta amazônica, onde chove muito e a janela de trabalho é de cerca de seis meses”, explicou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

A rodovia tem 271,6 km de extensão, entre os municípios de Castanheira e Colniza, passando por Juruena e Aripuanã.

Entenda a situação

A estrada foi federalizada em 2008, mas o Governo Federal não deu início às obras de asfaltamento por mais de 10 anos.

A antiga BR-174 voltou a ser administrada pelo Governo de Mato Grosso em 1º de Junho de 2022 e, nos últimos 9 meses, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) trabalhou para adequar projetos antigos, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado.

As obras foram divididas em seis lotes, sendo que em quatro deles a ordem de serviço para o início dos trabalhos já está assinada, dependendo apenas do fim das chuvas, uma vez que não é possível realizar obras de pavimentação com a pista encharcada de água. Os quatro lotes já licitados, correspondem a 176,6 km da rodovia.

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Os outros dois lotes, assim como a construção de 23 pontes de concreto, estão em fase final de revisão do projeto e serão licitados neste semestre.

Desde que assumiu a gestão da rodovia, o Governo do Estado trabalhou em sua manutenção de forma ininterrupta para garantir o tráfego pela estrada, mesmo com as chuvas acima de 100 milímetros e o fluxo pesado de caminhões.

No último sábado (08.04), o governador Mauro Mendes decretou situação de emergência na MT-170, medida que vai facilitar a aquisição de material para recuperação da rodovia. Equipes da Defesa Civil Estadual, Secretaria de Assistência Social e Cidadania, além da Segurança Pública e prefeituras, fizeram uma força-tarefa para entregar alimentos e água potável para os caminhoneiros.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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