O Governo de Mato Grosso, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) e a Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas (FCDL-MT) assinaram nesta quinta-feira (19.3) uma parceria para expansão do programa de vídeomonitoramento Vigia Mais MT no interior do Estado.
A assinatura da cooperação ocorreu durante evento da Federação que deu posse a 22 novos presidentes de Câmaras dos Dirigentes Lojistas, com a presença do governador Mauro Mendes, do secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, e do presidente da FCDL de Mato Grosso, David Correia Pintor.
A parceria incentiva a adesão de lojistas de todo estado ao programa Vigia Mais MT a fim de ampliar a distribuição de câmeras, aumentar as áreas monitoradas pelo programa e fortalecer a segurança da população e lojistas em áreas comerciais do interior.
Após a assinatura, o secretário César Roveri, apresentou aos novos presidentes a redução dos índices criminais em municípios com 100% das câmeras instaladas. “Os casos de roubos e furtos de veículos apresentaram queda de 68% nos e os índices criminais redução média de 43%. O programa melhora a base de segurança nos municípios desde a prevenção e investigação”, acrescentou coronel Roveri.
O presidente da FCDL, David Pintor, conhece o programa e reforçou a confiança no Vigia Mais MT e nos resultados obtidos por lojistas que já aderiram ao programa.
“A gente vê o programa com bons olhos, porque a tendência é diminuir a criminalidade, principalmente no âmbito comercial, e isso dá condição também para que as pessoas possam acessar as nossas lojas com mais tranquilidade. O comerciante também pode ter mais tranquilidade quando não está na empresa”, destacou.
As Câmaras dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá, Várzea Grande, Tangará da Serra e Sinop já aderiram ao programa e diversos empresários receberam câmeras sem custo e tem ruas do entorno de suas empresas sendo monitoradas por agentes da segurança pública.
Como funciona o Vigia Mais MT
O programa consiste em uma parceria público privada, na qual a secretaria empresta à municípios e empresários câmeras de monitoramento sem custo. O parceiro fica responsável pela instalação e manutenção das câmeras e a segurança atua no monitoramento e armazenamento das imagens.
Dentre as tecnologias entregues a municípios e empresários estão câmeras fixas com alcance de até 2,5 km e modo noturno, Speed Dome, capaz de gravar panoramas com 360 graus e OCR, que faz leitura de caracteres de veículos.
O programa foi lançado em março de 2023 com objetivo de reduzir a criminalidade em 40%. Atualmente 130 municípios e 121 associações já aderiram ao sistema de monitoramento. No total foram entregues 19.900 câmeras a prefeituras, secretarias, associais e empresas privadas e desse total, 15.900 estão interligadas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), realizando o monitoramento em tempo real.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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