Mato Grosso

Governo de MT lança prêmio que incentiva práticas inteligentes e sustentáveis nos municípios do Estado

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O Governo de Mato Grosso lançou nesta terça-feira (27.06) o Prêmio Cidades Inovadoras, que tem o objetivo incentivar práticas inteligentes e sustentáveis na administração pública municipal. Os municípios vencedores receberão assessoria de uma equipe multidisciplinar para acelerar o processo de desenvolvimento das ações. Além do lançamento, também foi feita a abertura oficial do encontro Cidades Inovadoras, que segue até esta quarta-feira (28). A cerimônia aconteceu no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá.

Para o governador Mauro Mendes, a realização do prêmio e também do encontro Cidades Inovadoras é uma possibilidade para que gestores dos municípios possam refletir sobre meios de desenvolver as cidades. Ainda segundo Mendes, a eficiência é um dos caminhos possíveis para um pensamento inovador na administração pública.

“O desafio das cidades inteligentes é fazer a tecnologia trabalhar a nosso favor. Esse desafio é grande, mas acredito que é possível. Espero que todas as conversas e debates desse evento possam ajudar a todos a refletir, cada um no seu papel e contribuição. E ao final nós possamos dar resultados que possam caminhar nessa direção do presente e do futuro”, declarou o governador.

Já o secretário Allan Kardec, afirmou que a iniciativa, inédita no Estado, vai proporcionar aos gestores um diagnóstico completo das ações inovadoras desenvolvidas pelos municípios. De acordo com Allan, a Seciteci será responsável por uma busca ativa para garantir a participação de todos os 141 municípios.

“Essa é uma iniciativa inédita para o Estado de Mato Grosso. Nós faremos busca ativa com todos os prefeitos para que possam participar. Num segundo momento vamos fazer um diagnóstico sobre como o município tem desenvolvido suas ações no campo da inovação, então cada gestor vai poder acompanhar esse diagnóstico, que vai passar por áreas como a economia”, comentou o secretário.

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Conforme o edital do prêmio, organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), serão consideradas três categorias, que variam de acordo com o número de habitantes de cada município: até 10 mil habitantes, de 10 a 20 mil habitantes e acima de 20 mil habitantes.

Os gestores podem inscrever apenas os projetos e ações desenvolvidos nos últimos 24 meses. A avaliação de cada município será estruturada de acordo com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Serão avaliados inovação na prestação de serviços, ambiente propício para negócios, além da qualidade de vida para a população.

Os vencedores das categorias irão receber uma série de benefícios, como: capacitação sobre inovação na gestão pública; consultoria de projetos para compor um Plano de Desenvolvimento Inteligente; imersão no Smart City Curitiba; além do acompanhamento regular de uma equipe multidisciplinar da Seciteci.

Conexões Inovadoras

Chegando em sua terceira edição, o encontro Cidades Inovadoras vai proporcionar a união de possibilidades para que gestores municipais implementem ações inovadoras na administração pública. Para isso, o evento, que é realizado no Teatro Zulmira Canavarros, conta com uma programação de painéis sobre inovação e gestão, oficina abordando os caminhos para criação de planejamentos e rodadas de negócios com empresas que desenvolvem soluções nas áreas de mobilidade, saúde, gestão pública e outros.

Representando todos os gestores municipais presentes, o prefeito Alexandre Lopes de Oliveira, falou sobre a importância do apoio a práticas inovadoras. Compondo um dos painéis do evento, Alexandre destacou o espaço da tecnologia e sustentabilidade nas diretrizes dos municípios de Mato Grosso.

“Campo Verde é um município relativamente novo e temos que construir nossa diretriz pautada em questões que passam pela tecnologia e inovação. Não podemos nos distanciar de todo o aparato das práticas inovadoras e da sustentabilidade, então esse evento vem muito a calhar. É um momento muito importante para esse debate”, declarou o prefeito.

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O evento segue até esta quarta-feira (28), contando com a participação de palestrantes como o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ergon Cugler, e a co-fundadora do programa de desenvolvimento da gestão municipal “Prefeitos do Futuro”, Sol Brasil.

Já no no hall do teatro, 14 empresas seguem expondo soluções inovadoras que estão sendo desenvolvidas para atender os desafios da gestão pública. Os participantes que ainda não se inscreveram podem realizar sua inscrição diretamente no setor de credenciamento do evento.

Também participaram do evento o senador Wellington Fagundes, o deputado estadual Diego Guimarães, os prefeitos Miguel Vaz, Leonardo Bortolin e Érico Stevan. Representando as instituições de ensino pesquisa estavam presentes, como o diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), Jeferson Cheriegate, o reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Silva e o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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