Mato Grosso

Governador destaca rapidez na investigação do assassinato da produtora rural Raquel Cattani

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O governador Mauro Mendes destacou e parabenizou os agentes das forças de Segurança de Mato Grosso pela rapidez na investigação e esclarecimento do assassinato da produtora rural Raquel Maziero Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani, ocorrido na semana passada em Nova Mutum.

Em menos de uma semana, a Polícia Civil, com auxílio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), investigou e prendeu o ex-marido e o ex-cunhado de Raquel, mandante e o executor do crime, respectivamente.

“É preciso destacar que todos os feminicídios ocorridos em Mato Grosso nos últimos anos foram solucionados. E esse crime bárbaro que chocou todos o país levou menos de uma semana para ser solucionado e para prender os responsáveis por tamanha brutalidade”, declarou.

Mauro ainda lembrou que em Mato Grosso a taxa de resolução de homicídios é uma das maiores em todo o país.

“Somos atualmente um dos estados que mais investiga e soluciona homicídios, com taxa de resolução de 77,9%, mais que o dobro da média nacional, que é de 35%. Temos investido muito em estrutura, equipamentos e tecnologia para que as nossas forças de Segurança possam agir com rapidez e eficiência”, afirmou.

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O governador ainda enfatizou os trabalhos desenvolvidos através de programas e ações sociais para a proteção da mulher, liderados pela primeira-dama Virginia Mendes.

“Nós intensificamos ações assertivas para acompanhar e proteger a mulher em qualquer situação de vulnerabilidade, por meio da expansão da Patrulha Maria da Penha, da implantação da Medida Protetiva Online e do Botão do Pânico. Além disso, temos ações específicas que fazem o acompanhamento de cada um desses casos e oferecem suporte, como é o caso do Auxílio aluguel para as mulheres vítimas de violência, abrangido pelo Ser Família Mulher, e dos cursos de qualificação para a vítima deixar de depender financeiramente do agressor”, pontuou.

Mauro finalizou cobrando mais uma vez a necessidade da mudança na legislação para aplicação de leis mais duras e eficientes, de forma a punir com veemência os criminosos.

“Enquanto o Congresso Nacional não tomar providências contra essas leis frouxas, o Governo de Mato Grosso vai continuar investindo nas nossas forças da Segurança, através da qualificação e tecnologia para que esses bravos profissionais minimizem o efeito disso e assim possam dar mais segurança ao povo mato-grossense”, finalizou.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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