Mato Grosso

Governador afirma que orla traz “qualidade de vida ao cidadão e atrativo aos turistas”

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O governador Mauro Mendes afirmou que a nova Orla Turística de Santo Antônio de Leverger vai “trazer qualidade de vida para a população e um novo atrativo para os turistas”.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (12), durante a inauguração do espaço, ao lado da primeira-dama Virginia Mendes.

“Isso aqui foi projetado para atender a população, ser um ponto para as pessoas se encontrarem, terem qualidade de vida e usufruírem de um dos grandes patrimônios da Baixada Cuiabana, que é o nosso Rio Cuiabá. E, claro, mais um atrativo para os turistas conhecerem”, afirmou o governador.

Com R$ 13,4 milhões em investimentos, a orla conta com 12,8 mil metros quadrados de área urbanizada, incluindo calçadão, dois bares, playground coberto, espaços de convivência, estacionamento, arborização e iluminação para uso noturno.

O projeto também contempla recuperação ambiental e paisagismo, garantindo integração entre a infraestrutura e a paisagem natural do rio.

“Já pensou você trazer sua família aqui, no final de tarde, depois do expediente, ter um lugar para as crianças brincarem, com qualidade, conforto e segurança? Agora é uma realidade”, ressaltou Mauro.

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O governador destacou que a obra faz parte de uma estratégia mais ampla de investimentos em turismo em Mato Grosso.

Além de Leverger, o Governo do Estado está investindo em orlas em Barão de Melgaço, São Félix do Araguaia, Luciara, Santa Terezinha e Cáceres, além de outras estruturas como o Pier do Rio Mutum, obras para acesso em Nobres e o Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.

“Nenhum lugar vai ser bom para o turista se primeiro ele não for bom para a população. Se for bom para quem mora aqui, o turista vai gostar, vai gerar emprego e desenvolvimento”, afirmou.

Mauro Mendes também ressaltou que o crescimento do turismo acontece de forma gradual, a partir da infraestrutura.

“O governo está fazendo a sua parte. Estamos criando infraestrutura, asfaltando acessos, melhorando as condições logísticas. Turismo não cresce com buraco, lama e poeira. As pessoas gostam de conforto. O turismo tem muito potencial e, com essa infraestrutura, tenho certeza que nos próximos anos teremos um crescimento muito grande”, completou.

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Outras entregas e novos investimentos

Ainda durante a agenda no município, o governador inaugurou a 3ª Companhia Independente da Polícia Militar, que recebeu R$ 2,8 milhões em investimentos, reforçando a estrutura da segurança pública local.

Na própria orla, Mauro também assinou um convênio para a construção de uma nova creche municipal e autorizou convênios para a reforma do Hospital Municipal, com R$ 4 milhões em investimentos, além do asfaltamento de ruas e avenidas do município.

Também participaram das agendas: o vice-governador Otaviano Pivetta; a senadora Margareth Buzetti; a prefeita Francielli Magalhães; a deputada federal Gisela Simona; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; os deputados estaduais Beto Dois a Um, Dr. Eugênio e Nininho; os secretários de Estado Fabio Garcia (Casa Civil), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), Allan Kardec (Ciência e Tecnologia), Alan Porto (Educação), Cesar Roveri (Segurança); o presidente da MT Par, Wener Santos; além de vereadores e lideranças locais.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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