A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) mobilizou cerca de 700 policiais por dia, pela Operação Integrada de Grande Evento, para os shows do cantor Gusttavo Lima e do DJ Alok, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, que serão realizados nesta sexta-feira (18.12) e sábado (19.12).
As forças de segurança apresentaram, nesta quinta-feira (18.12), o planejamento de cada instituição para reforçar o policiamento durante o evento, que foi acompanhado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública de Cuiabá, Tribunal de Justiça e Ministério Público.
A Polícia Militar mobilizou 538 policiais, sendo agentes da Força Tática, das Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), além da Cavalaria Montada.
O Corpo de Bombeiros disponibilizou 115 homens, que vão atuar juntamente com o Serviço Móvel de Urgência (Samu), com quatro viaturas de salvamento e uma de combate a incêndio, além de uma ambulância avançada, três básicas e seis motos-resgate do Samu.
Além de enviar uma unidade móvel para registro de ocorrência no local do show, a Polícia Judiciária Civil estará presente com um efetivo de 18 pessoas, entre escrivães, investigadores e um delegado. Ainda estarão presentes oito peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
O evento terá monitoramento com câmeras de reconhecimento facial do programa Vigia Mais MT e controle pelas unidades móveis do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Uma unidade de rádio móvel vai reforçar a comunicação entre as forças de segurança durante o evento.
Uma equipe do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) fará o patrulhamento aéreo da região antes e durante o evento, além de dar apoio à operação integrada em situação de resgate e suporte operacional.
Conforme o secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho, o planejamento considerou cenários críticos justamente para organizar as forças de segurança e prepará-las para dar a resposta adequada ao público.
“Vai ser o maior evento no Parque Novo Mato Grosso e, por isso, mobilizamos uma megaoperação interinstitucional. A segurança pública unirá forças com equipe de segurança e de saúde privadas, órgãos públicos do município e a Justiça, justamente para oferecer ao público a melhor experiência, para que todos possam aproveitar as apresentações e voltar para casa com tranquilidade e segurança”, destacou.
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) integra a operação da Segurança Pública, mobilizando oito policiais penais e oito agentes socioeducativos.
A Prefeitura de Cuiabá disponibilizou 30 agentes de fiscalização do trânsito e também estará presente com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, Vigilância Sanitária, Defesa Civil e Procon.
A Justiça Estadual reforçará as garantias do cidadão durante o evento com equipes do Juizado Especial de Grandes Eventos, compostas por juiz e promotor.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23) se reuniram, nesta quinta-feira (08), para tratar do Projeto Equaliza, que prevê a equalização de cargas, metas e força de trabalho do Tribunal. Projeto que é uma determinação do Tribunal Superior do Trabalho, e que precisa ser implantado por todos os TRTs.
“Tivemos esse primeiro contato com a proposta, ouvimos algumas informações e vamos aguardar o envio de uma minuta pelo TRT. Daremos retorno para o Tribunal com sugestões e solicitações que possam beneficiar todos aqueles que atuam na Justiça do Trabalho e todos os jurisdicionados”, afirmou presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
Para o desembargador Aguimar Peixoto, presidente do TRT da 23ª Região, o diálogo é importante e necessário para que o projeto chegue a melhor proposta possível. A desembargadora Eleonora Lacerda, vice-presidente e corregedora do TRT-23, lembrou que o foco do projeto é o público interno, o objetivo é equalizar a força de trabalho entre magistrados e entre servidores. Mas, acaba afetando a advocacia e, assim, a OAB precisa ser ouvida.
Na avaliação da presidente da Comissão de Direito do Trabalho, Roberta Borges, as mudanças são inevitáveis e é necessário buscar a melhor forma de se adaptar às novas realidades.
“A preocupação é garantir que tudo seja feito de forma positiva para o jurisdicionado e para a advocacia”, pontuou a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
A reunião contou ainda com a participação da conselheira federal da OAB-MT, Fernanda Brandão, do presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 23ª Região (Amatra), juiz Ulisses Taveira, além de juízas auxiliares da presidência e da corregedoria do TRT-MT.
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