O documentário “Modo de Fazer Viola de Cocho: os saberes dos cururueiros e cururueiras” está disponível no YouTube, após ter sido selecionado para a 23ª Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina (Maual), que ocorreu entre 9 e 13 de outubro, na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
A produção, que contou com a colaboração da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), destaca o conhecimento dos tradicionais artesãos de viola de cocho com ênfase na questão de gênero por meio da história de uma cururueira em Cáceres.
“Este documentário é importante, principalmente para se registrar a forma de fazer viola de cocho, até porque muitas das práticas acabam se perdendo com o tempo. Então, isso colabora não só para a continuação da prática, mas também para as pessoas entenderem que a viola de cocho não só é algo comercial, e sim uma representação do Estado, um produto de Mato Grosso que não tem em outro lugar, algo singular”, afirma Robinson de Carvalho Araujo, Superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel.
Destacando os artesãos mais antigos em atividade no ofício, a produção retrata um casal de cururueiros, principalmente o protagonismo assumido por Zilda da Silva. A história dela é marcada pela resistência, sendo uma das poucas mulheres a participarem das rodas de cururu, tradicionalmente ocupadas por homens.
O projeto de divulgar e registrar os saberes tradicionais é uma iniciativa do Museu de História Natural de Mato Grosso, que contou com a colaboração do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Eccos) e da Secel.
O instrumento é produzido de modo inteiramente artesanal e não encontra similares em termos de design e sonoridade. Sua confecção se dá a partir de um tronco de madeira inteiriço – origem que justifica o seu nome.
Em 2005, o Modo de Fazer Viola de Cocho foi registrado como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Para sua revalidação, que ocorre a cada 10 anos, o plano de salvaguarda incluiu reuniões, exposições e debates sobre o assunto, que contaram com a participação e colaboração da Secel.
O documentário contempla dois pontos do plano – realizar exposições e apresentações com detentores, valendo-se de parceiros estratégicos com experiência na realização de eventos de fomento à cultura local, e valorizar a história de vida dos detentores mais experientes e idosos; assim como promover transmissão de saberes por meio dos materiais produzidos.
O Governo de Mato Grosso comprou o prédio da Santa Casa de Cuiabá nesta quarta-feira (03.6), após realizar a transferência de R$ 30 milhões à Justiça do Trabalho. O valor será destinado ao pagamento de credores trabalhistas da antiga Sociedade Beneficente Santa Casa.
A conclusão do processo ocorreu após a União não manifestar interesse na compra do imóvel dentro do prazo legal para exercício do direito de preferência.
Com a formalização da compra, o Estado garante a continuidade dos atendimentos prestados na unidade hospitalar e avança no planejamento para ampliação da assistência especializada ofertada à população mato-grossense.
A proposta de aquisição do imóvel foi apresentada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), e posteriormente considerada apta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-MT). A oferta também recebeu o aceite formal da Comissão de Credores da antiga Santa Casa.
“A Santa Casa é um patrimônio dos mato-grossenses e da Baixada Cuiabana. Estamos dando uma solução definitiva para um problema que se arrasta há muitos anos. Graças às medidas adotadas nos últimos sete anos e cinco meses, Mato Grosso hoje tem capacidade de investir, fazer e resolver desafios históricos, garantindo que a Santa Casa continue atendendo a população”, declarou o governador Otaviano Pivetta.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, a efetivação da compra garante segurança jurídica para a continuidade dos serviços e permite a execução do planejamento estruturado para a unidade.
“A efetivação da compra da Santa Casa representa um marco importante para a saúde pública de Mato Grosso. Concluímos todas as etapas necessárias para garantir que essa estrutura passe definitivamente a integrar o patrimônio do Estado e isso nos dá segurança jurídica para executar um planejamento que prevê a ampliação da assistência especializada, com novos serviços, mais leitos e uma rede de cuidados voltada às necessidades da população”, afirmou o gestor.
A Santa Casa de Cuiabá fechou as portas em 2019, após falência da administração filantrópica e acúmulo de dívidas trabalhistas. Contudo, ainda em 2019, o Governo de Mato Grosso fez a requisição administrativa do prédio e inaugurou o Hospital Estadual Santa Casa no local, considerado o primeiro hospital do Estado na Capital, que funciona até os dias atuais.
Deste então, o Estado já investiu cerca de R$ 35 milhões para utilização e manutenção da estrutura da Santa Casa. Somados aos R$ 30 milhões destinados à aquisição definitiva do imóvel, os investimentos estaduais relacionados à Santa Casa chegam a aproximadamente R$ 65 milhões.
Juntamente com a proposta de aquisição do imóvel, a Secretaria de Estado de Saúde apresentou um plano operativo para o Hospital Estadual Santa Casa, estruturado em seis eixos estratégicos: home care e desospitalização, cuidados paliativos, central de diagnóstico, ampliação dos serviços de oncologia e nefrologia, hospital-dia com cirurgias gerais e ambulatórios especializados, além da implantação do Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
O cronograma elaborado pela SES contempla a manutenção e ampliação dos atendimentos em nefrologia, oncologia, ambulatórios e cirurgias, além da implantação gradual dos novos serviços previstos para a unidade.
Com a aquisição definitiva do imóvel, o Estado consolida a Santa Casa como patrimônio público voltado ao fortalecimento da rede estadual de saúde e à ampliação da assistência especializada ofertada à população.
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