Mais de 800 crianças receberam orientações de segurança no trânsito nas palestras educativas realizadas de 6 a 10 de outubro pela Coordenadoria de Ações Educativas de Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com apoio da Guarda Municipal de Várzea Grande, em unidades de educação básica de Várzea Grande.
A ação faz parte das comemorações do Dia da Criança, 12 de outubro.
Uma das unidades atendidas pela equipe do Detran foi a Escola Municipal de Educação Básica Tenente Waldemiro Delgado Bertúlio, no bairro Parque do Lago, em Várzea Grande.
No local, a equipe da Coordenadoria de Ações Educativas levou orientações a 180 crianças, de 4 a 9 anos, na quarta-feira (08.10), sobre regras básicas de trânsito como a importância da travessia na faixa de pedestre, significado das cores do semáforo, o uso de dispositivo de segurança em veículos, como andar de bicicleta em segurança, entre outras informações.
A diretora da unidade, Regina Maria Moreira Gozzi, salientou a relevância da ação dentro da unidade escolar.
“É um privilégio podermos contar com esse trabalho do Detran dentro da nossa escola, pois é essencial que as crianças conheçam as regras de trânsito desde já, para que tenha um reflexo dentro de casa, na mudança de comportamento também dos pais e responsáveis. São informações importantes para que essas crianças futuramente sejam condutores conscientes, colaborando para um trânsito mais seguro, humano e respeitoso”, disse.
Também em Várzea Grande, cerca de 200 crianças do ensino fundamental da Escola Municipal de Educação Básica Líbia da Costa Rondon, no bairro 24 de Dezembro, participaram de um circuito de palestras nesta sexta-feira (10), que reforçou normas de trânsito fundamentais que devem ser praticadas no dia a dia, como travessia correta na faixa de pedestre, uso dos dispositivos de segurança em veículos, além de reforço sobre o transporte correto de crianças em motocicletas e demais orientações importantes para um trânsito seguro.
No interior do Estado, em Barra do Garças, o Detran com apoio das forças de segurança locais e realizou, nesta sexta-feira (10), ação educativa para cerca de 100 pessoas na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), com atividades lúdicas contendo orientações sobre normas e segurança no trânsito.
A coordenadora de Ações Educativas do Detran-MT, Grasi Almeida, destacou que trabalhar a educação para o trânsito desde a infância é fundamental para a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis.
“Durante toda a semana, o Detran-MT, em parceria com a Guarda Municipal de Várzea Grande, teve a oportunidade de estar mais próximo das crianças, levando conhecimento de forma lúdica e educativa. É nessa fase que conseguimos despertar valores como o respeito, a empatia e a responsabilidade no trânsito”, disse.
Dia das Crianças
As ações seguem neste domingo (12.10), na Associação de Moradores do bairro Altos da Glória, em Cuiabá. No local será realizada diversas atividades educativas ao longo de toda a manhã em comemoração ao Dia da Criança.
Nos dias 15 e 17 de outubro, também serão realizadas palestras educativas em escolas municipais e estaduais de Cuiabá.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
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