Mato Grosso

Polícia Civil prende dupla que executou jovem em Alto Paraguai

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Policiais civis da Delegacia de Diamantino prenderam, no início da manhã desta sexta-feira (11.10), uma dupla investigada pelo homicídio de um jovem em uma oficina mecânica, na cidade de Alto Paraguai, há quase um mês.

A dupla que cometeu o homicídio contra o jovem, de 23 anos, foi alvo de mandados de prisão preventiva e de buscas domiciliares decretados pela Vara Criminal de Diamantino.

De acordo com o delegado de Diamantino, Marcos Martins Bruzzi, os investigados são integrantes de uma facção criminosa e atuavam como ‘disciplinas’ do grupo em Alto Paraguai. “Eles executaram o crime em virtude dos furtos que a vítima teria cometido na cidade”, explicou.

No dia 16 de setembro, a Polícia Civil foi acionada após a vítima, Matheus Silva Ormond, ser alvejada dentro de uma oficina mecânica. Ele foi encontrado no local, já sem vida.

Câmeras do sistema Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, registraram partes dos momentos em que a vítima foi vista com um dos executores do crime. Matheus estava em uma lanchonete da cidade, junto com outras pessoas, e depois saiu do local acompanhado de J.LD.S., 26 anos, sentido à oficina onde o jovem foi morto.

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Outra câmera mostrou o momento em que J.LD.S. e D.L.A., 36 anos, saem da oficina, dão a volta no quarteirão e depois retornam à lanchonete.

Uma terceira câmera captou o momento em que um dos executores, já na lanchonete, conversa com algumas pessoas no local que depois vão até onde a vítima foi assassinada.

“Os suspeitos, acreditando na impunidade, deram a volta na quadra após executar a vítima, e retornaram à lanchonete como se nada tivesse acontecido”, destacou o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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