Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate 39 incêndios florestais em Mato Grosso nesta terça-feira (03)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso combate 39 incêndios florestais no Estado nesta terça-feira (03.09). Atuam 190 homens em campo, com apoio de cinco aviões, um helicóptero, 61 viaturas entre caminhonetes e caminhões-pipa, 11 máquinas e quatro barcos.

No Parque Estadual Serra Azul, em Barra dos Garças, 11 bombeiros combatem um incêndio florestal que atinge a região. Os militares contam com nove brigadistas da unidade de conservação, dois caminhões do tipo auto bomba tanque e duas caminhonetes para o deslocamento das equipes, além de uma caminhonete cedida pela prefeitura.

Em Chapada dos Guimarães, 18 bombeiros combatem dois incêndios florestais na região do Mirante do Centro Geodésico da América do Sul e no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

Os militares contam com o apoio de um avião para o despejo de água e estão distribuídos em cinco pontos de combate: Morro de São Jerônimo, Mirante Geodésico, Ninho das Águias, Vale da Benção e Área de Proteção Ambiental Municipal Aricá-açu.

Participam das ações a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Defesa Civil Municipal de Chapada dos Guimarães e Força Aérea Brasileira, além de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), SOS Pantanal e Brigada do Jamacá.

Já no Pantanal mato-grossense, 56 bombeiros militares se distribuem na Terra Indígena Baía dos Guató e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal, em Barão de Melgaço; divisa de Cáceres com a Bolívia e na região da Fazenda Cambarazinho, em Poconé. Nesses locais, os militares contam com um avião, 16 viaturas, 11 máquinas, quatro barcos e um caminhão-pipa.

Auxiliam nas ações a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Defesa Civil do Estado, Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e Marinha do Brasil.

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Outros 105 bombeiros combatem incêndios em Cuiabá, Rosário Oeste, Nobres, Santo Antônio do Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro, Peixoto de Azevedo, Nova Monte Verde, Sinop, Juína, Aripuanã, Novo Mundo, Nortelândia, Nova Maringá, Cláudia e Alto Paraguai.

Monitoramento de incêndios

O Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) monitora, com satélites, incêndios nas Fazendas Paraguaçu, Cambé, Vaca Branca, Sem Fronteira, Kara José II, Dourado e Ponta de Pedra, em Nova Maringá; na Fazenda São Paulo do Arino, em Diamantino; Fazenda Bacuri, em Tabaporã; na Fazenda Ideal, em Santa Carmem; na Fazenda Perseverança, em Tapurah; na Estância Bom Jesus, em Nortelândia; na Fazenda Hervalense, em Itanhangá; na Reserva Extrativista Corixão da Mata Azul, na APA Meandros do Rio Araguaia, Fazenda Mata Verde, Fazenda Saudade e Fazenda Barro Alto, em Cocalinho; na Fazenda Monte Cristo, Fazenda São José e Fazenda Guanabara, em Vila Rica; na Fazenda 6 Lagos, Fazenda Entre Rios, Fazenda Mundo Novo II e III, e Fazenda Araguaia, em São Félix do Araguaia; no Parque Estadual Cristalino II, em Novo Mundo; Comunidade Maravilha, em Poconé; na Fazenda Santa Helena, Fazenda São Sebastião, Fazenda Reunida, Fazenda Presidente e Fazenda Peixe Bravo, em Santa Terezinha; na Fazenda 3I, em Ribeirão Cascalheira; nas Fazendas Gallo IV e Primavera, em Porto Alegre do Norte; na Fazenda Estrela da Serra, em Barra do Garças; na Fazenda São Luiz, em Araguaiana; Fazenda Adrya, em Santa Cruz; Vale da Benção, em Paranatinga; na MT-130, em Santiago do Norte; nas Fazendas São Paulo e Independência, em Tabaporã; na Fazenda Baitaca, em Cláudia; na Fazenda Rio Verde, em Ipiranga; na Fazenda Morada do Ouro, em Nova Nazaré; na Fazenda São Benedito, em General Carneiro; na Fazenda Bonaza, em Querência; no Projeto de Assentamento Canta Galo e Fazenda Santa Ana, em Confresa; e na Fazenda 7 de Setembro, em Água Boa.

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O BEA também monitora incêndios na Terra Indígena Apiaká Kayabi Munduruku, em Juara; na Terra Indígena Capoto Jarinã, em Peixoto de Azevedo; e na Aldeia Utiariti, em Campo Novo do Parecis. O Corpo de Bombeiros só não entrou nos locais porque é necessária autorização da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Todos os incêndios combatidos pelos militares também são monitorados pelo BEA para orientar as equipes em campo.

A estiagem severa e a baixa umidade do ar têm contribuído para a propagação das chamas, e o Corpo de Bombeiros pede que a população colabore e respeite o período proibitivo. A qualquer indício de incêndio, os bombeiros orientam que a denúncia seja feita pelos números 193 ou 190.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo de uso do fogo, o Corpo de Bombeiros extinguiu mais de 80 incêndios florestais em Campo Novo do Parecis, Cuiabá, Pontes e Lacerda, Chapada dos Guimarães, Sorriso, Vila Rica, Porto Alegre do Norte, Poconé, Vila Bela da Santíssima Trindade, Nova Lacerda, Barão de Melgaço, Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Rosário Oeste, Canarana, Peixoto de Azevedo, Marcelândia, Canabrava do Norte, Itanhangá, Primavera do Leste, Paranaíta, Nova Mutum, Sinop, São José do Rio Claro, Alto Araguaia, Alto Paraguai, Novo Santo Antônio, Poxoréu, Cláudia, Jaciara, Confresa, Tesouro, Lucas do Rio Verde, União do Sul, Novo Santo Antônio, Rondonópolis e Barra do Garças.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 2.316 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme última checagem às 17h30, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desses, 1.298 se concentram na Amazônia, 918 no Cerrado e 100 no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Importante ressaltar que o foco de calor isolado não representa um incêndio florestal. Entretanto, um incêndio florestal conta com o acúmulo de focos de calor.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

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Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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