Mato Grosso

Concerto Tricentenário une linguagem orquestral a variados ritmos para festejar os 307 anos de Cuiabá

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Com linguagem orquestral e inspiração nas raízes indígenas, nos fluxos migratórios e na diversidade cultural cuiabana, o Concerto Tricentenário celebra os 307 anos da capital mato-grossense, nesta quarta e quinta-feira (8 e 9.4), às 20h, no Cine Teatro Cuiabá. O espetáculo gratuito foi contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Viver Cultura – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab).

O concerto celebra a rica mistura cultural que influencia a musicalidade de Cuiabá, reunindo ritmos como polca paraguaia, tango, guarânia, chamamé e milonga, refletindo conexões históricas com a Bacia do Prata. A apresentação será conduzida pelos músicos Pedro Henrique Calhao (piano), Paulinho Nascimento (contrabaixo), Fernanda Pavan (violino) e Marcelo Mendonça (bateria).

Estruturada em três movimentos “Cidade Verde”, “Luz e Fé” e “Festas e Sol”, a experiência musical percorre desde a formação histórica da cidade, passando pela religiosidade popular, até a força de suas manifestações culturais, traduzindo a história, a memória e a identidade cultural da cidade.

Na primeira parte, o repertório apresenta uma viagem musical por países como Paraguai, Uruguai e Argentina, além de Cuiabá, destacando tradições que contribuíram para a construção dessa identidade sonora.

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Já na segunda parte, o público acompanha o Concerto Tricentenário, obra dividida em três movimentos: épico, religioso e festivo, que retratam diferentes dimensões da trajetória e do espírito do povo cuiabano.

Os ingressos gratuitos podem ser retirados antecipadamente pelo site Sympla (link aqui) ou na bilheteria do Cine Teatro Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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