GERAL
Bienal de SP será poética, enigmática e performativa, dizem curadores
Publicado em
30 de julho de 2023por
Da RedaçãoCom o tema Coreografias do Impossível, a 35ª Edição da Bienal de São Paulo, que acontece na capital paulista entre os dias 6 de setembro e 10 de dezembro deste ano, pretende desafiar o impossível, discutindo as urgências do mundo atual.

Com 120 artistas já confirmados para esta edição e uma curadoria que trabalha de forma coletiva, a Bienal de São Paulo está propondo para este ano um evento mais poético, enigmático e performativo, abraçando a ideia de movimento e repelindo o tempo linear. Esta será uma Bienal sem divisão por temas e sem cronologia.
“Na Bienal se rompem as disciplinas. Tem gente que vem do mundo da arte, tem gente que não vem do mundo da arte. Mas ela não vai ser uma Bienal descritiva ou literária. Tem um componente poético, enigmático, que é impossível de ser absorvido em uma marca ou algoritmo. E isso gera um espaço que é o espaço da poética, que é o que reivindicamos”, disse Manuel Borja-Villel, um dos nomes que assina a curadoria da Bienal junto com Diane Lima, Grada Kilomba e Hélio Menezes.
“[A Bienal deste ano] tem essa dimensão performativa muito forte, onde muitas das obras nos convidam a pensar e a imaginar radicalmente o que são esses contextos impossíveis e quais são as soluções – em termos de linguagem e de estratégias – que esses artistas encontram no seu cotidiano para sobreviver e também para encontrar modos de expressão”, explicou Diane Lima.
As coreografias do impossível acontecem logo após o impacto de uma pandemia do novo coronavírus e também depois de um governo de extrema-direita no país, que chegou a extinguir o Ministério da Cultura. “Esses projetos e os desafios políticos, econômicos, sociais e ambientais que a gente viveu com intensidade nos últimos quatro anos no Brasil era também reflexo de um processo histórico muito maior na qual se vê – e se prova – que os projetos de justiça, liberdade e igualdade não são realizações possíveis”, disse Diane, acrescentando que essas obras [que estarão na Bienal], de fato, nos ajudam a refletir um tanto quanto sobre todos esses pontos”.
O tema escolhido pela Bienal pretende fazer com que o público se mova entre as obras, atravessando os limites e os contornos do prédio e escapando das impossibilidades do mundo.
“Nós vivemos em um mundo marcado por uma série de impossibilidades, por um mundo em que a prática da violência se cotidianiza. E essas práticas desses impossíveis têm impactos nas produções estéticas, nas produções éticas, nos contextos artísticos. Interessa-nos, portanto, reunir e colocar em diálogo artistas cujas produções têm desafiado, questionado, recusado, gingado, esses impossíveis”, disse Hélio Menezes.
Os artistas
Embora não tenha a intenção de ser explicada, coletividade e pluralidade são termos que podem ajudar a definir a Bienal deste ano. Isso começa pela curadoria. “São quatro pessoas com padrões muito distintos, de trajetórias muito distintas, de formas de fazer muito distintas, que falam de posições distintas e que se unem para trabalhar conjuntamente”, disse Borja-Villel. “Nessa equipe, pela primeira vez, não há um curador-chefe. E tampouco tem uma direção pré-determinada. O que temos é um projeto que se vai construindo”, acrescentou.
Esses dois termos também foram valorizados para a escolha dos artistas selecionados e que vem sendo chamados pelos curadores de “coreógrafos do impossível”.
Na lista desses artistas estão vozes da diáspora e dos povos originários, como o coletivo Mahku, grupo de etnia huni kuin e que este ano esteve presente em uma exposição no Museu de Arte de São Paulo (Masp). “É a primeira vez que vamos expor na Bienal de Arte de São Paulo”, disse Ibã Kaxinawa, um dos integrantes do coletivo, em entrevista à Agência Brasil.
Para ele, participar da Bienal é importante para mostrar que as culturas indígenas continuam existindo e resistindo no Brasil. “É importante mostrar tudo o que a gente tem e o que ainda restou”.
A matéria-prima do coletivo Mahku são as mirações que eles vivem e visualizam nos rituais de ayahuasca, chamados de nixi pae. Os trabalhos apresentam figuras bidimensionais, com cores vivas e intensas, e as histórias são compostas a partir dessas experiências nos rituais.
Ibã disse que atualmente o grupo vem trabalhando na pintura para a Bienal e que estão felizes com o convite para participar do evento. “Nós vamos mostrar os cantos de cura. Esse trabalho discute a importância de cura”, disse ele.
Projeto arquitetônico e expográfico
Para realçar a ideia de movimento e de bailado contra as impossibilidades do mundo, o projeto arquitetônico e expográfico dessa Bienal, realizado pelo escritório Vão, pensou em propor um novo fluxo para o visitante, no qual ele se torna protagonista do processo. Com isso, o vão central do Pavilhão Ciccillo Matarazzo da Bienal será inteiramente fechado, pela primeira vez na história.
“Esse projeto arquitetônico e expográfico se organiza a partir de duas intervenções chaves no prédio”, destacou Hélio Menezes.
A primeira delas, disse o curador, busca promover uma coreografia, enfrentando o projeto original de Oscar Niemeyer. “Isso significou, em primeiro lugar, a construção de espaços arquitetônicos que prezam por momentos de contração e de abertura. Em um andar teremos várias salas individuais, que se agrupam na região central. E todo o seu contorno será um grande espaço aberto onde as instalações e as obras vão dialogar sem qualquer fronteira de paredes ou divisões. E um outro andar do prédio fará o contrário”, explicou.
A segunda proposta, que incluiu o “semi-fechamento da rampa que dá acesso ao segundo andar do prédio”, pretende fazer com que o visitante altere o caminho esperado do prédio. “Essa proposta de inversão de percurso abre, em realidade, para infinitas possibilidades de trajetória dentro da exposição. Essa é uma arquitetura aberta porque os visitantes vão criar os seus próprios trajetos”, disse Menezes.
Além da exposição
Neste ano, a Bienal também está propondo outras formas de diálogos com o público visitante. Com isso, além do espaço expositivo, o evento vai promover uma programação com mesas, performances e ativações de obras. Isso, segundo Hélio Menezes, vai ocorrer durante todo o evento.
“Isso é algo importante de sublinhar porque é uma Bienal que não vai acontecer apenas em sua dimensão expositiva, mas que tem um dinamismo de funcionamento que convida também ao bailado desses corpos ao longo de três meses da programação”, disse ele.
Outro destaque é que haverá a participação da Cozinha da Ocupação 9 de Julho. “Essa comida vem de uma cadeia produtiva responsável, de Agricultura Familiar, em um processo em que não há mão de obra escravizada e em que há um controle sobre o uso de agrotóxicos e outros venenos no processo de produção alimentar”, falou. “É ao redor da mesa da cozinha que todos nós nos reunimos e também será ao redor dessas provocações que a comida pode trazer que a 35ª também performará uma outra maneira de pensar uma exposição de arte”, acrescentou.
Mais informações sobre a 35ª Bienal de São Paulo, que é gratuita mas que ainda está em fase de preparação, podem ser obtidas no site.
Fonte: EBC GERAL
CIDADES
Chapada Park inaugura nova era do turismo em Mato Grosso
Published
4 meses agoon
19 de fevereiro de 2026By
Alana
Um novo destino turístico acaba de ganhar forma no coração de um dos cenários naturais mais icônicos do Brasil. O Chapada Park Acqua Thermas chega com a proposta de ampliar o fluxo turístico na região e oferecer uma estrutura completa de lazer, bem-estar e aventura para visitantes de todas as idades.
Localizado a apenas 35 minutos de Cuiabá, o Chapada Park reúne piscinas aquecidas, atrações radicais, áreas de relaxamento e espaços infantis em um complexo projetado para proporcionar experiências memoráveis. O empreendimento conta com a assessoria e gestão comercial da Suprema Empreendimentos, empresa com mais de 20 anos de atuação no setor de lazer, turismo e hotelaria, reconhecida pela solidez e profissionalismo na condução de grandes projetos no país.
Entre os destaques do parque em Chapada está o Rio Azul, um percurso tranquilo que atravessa grutas e pontes até uma ilha exclusiva equipada com bares, gazebos e áreas de descanso. Outro atrativo é a Praia do Chapada Park, que combina piscina de ondas, areia natural e ambientes temáticos integrados às formações rochosas da Chapada, criando uma atmosfera litorânea em pleno Centro-Oeste.
As atrações radicais também marcam presença. A montanha russa aquática e o Funil garantem momentos de adrenalina, assim como os tobogãs de alta velocidade e o half pipe para grupos. Já para famílias com crianças pequenas, a Ilha da Criança oferece brinquedos interativos, água morna e espaços seguros para diversão infantil.
GASTRONOMIA
O Chapada Park conta ainda com pousada e restaurante integrados à natureza, oferecendo vista panorâmica das áreas de lazer e um ambiente acolhedor para hóspedes que desejam prolongar a experiência. A proposta é transformar o parque em um destino completo, estimulando a permanência dos visitantes na região e impulsionando a economia local.
EXPANSÃO ESTRUTURADA
O empreendimento já nasce com um plano de expansão estruturado. Para os próximos anos estão previstos um resort de luxo, um restaurante com vista para os vinhedos, um centro de convenções para eventos corporativos e sociais, além de um conjunto de Chalés A-Frame com conceito arquitetônico contemporâneo e total conexão com a paisagem da Chapada.
Com operação profissional, atrações modernas e integração à natureza, o Chapada Park reforça a vocação turística de Chapada dos Guimarães e se posiciona como um novo polo de desenvolvimento regional, capaz de atrair visitantes de todo o Brasil em busca de lazer, descanso e aventura.
A primeira fase já está praticamente pronta, assim como, o uso imediato do restaurante para um passeio e almoço em família. O cronograma da obra segue acelerado e parte da entrega e inauguração já estão programadas para 2026.
SISTEMA LIFETIME PASS
Ou simplesmente, Passaporte Vitalício. É um sistema que envolve uso contínuo semelhante do parque, assim como em clubes e associações. Ao adquirir um título, de uma única vez, a pessoa garante entrada para sempre, sem pagar ingresso nunca mais. “Você compra uma vez e aproveita para a vida inteira. Essa categoria garante acesso ilimitado, benefícios exclusivos e a segurança de ter um destino completo de lazer para a família. É diversão garantida hoje e valorização no futuro”, expôs o gerente comercial do Chapada Park, Guilherme Pirajá.
Mais Informações:
Site oficial: www.chapadapark.com.br
Instagram: @chapadaparkoficial
Telefone: (65) 99329 6227
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