GERAL
Arte de mulheres periféricas está presente nas galerias da ArtRio
Publicado em
14 de setembro de 2023por
Da RedaçãoMulheres periféricas transformam as vivências em arte e estão presentes nas galerias da ArtRio, uma das maiores feiras de arte do Brasil. O evento, que está na 13º edição, conta neste ano 75 galerias e instituições de arte e espera mais de 100 colecionadores e curadores convidados do Brasil e de outros países, que estão com presença confirmada. 

Priscila Roxoo, representada pela Galeria Francisco Fino, de Lisboa, é um dos destaques. Suas obras trazem o funk, o boteco, as corridas de mototáxi e o carnaval, sempre ao lado das amigas. Além disso, abordam questões como a gravidez na adolescência e a sobrecarga das mulheres com trabalhos domésticos e com a família, que muitas vezes as afastam de outras atividades, como a pintura.
Priscila é natural de São João do Meriti e atualmente mora em Mesquita, na Baixada Fluminense. Tem 21 anos e começou a pintar com 15. Na abertura da ArtRio, ela percorre o estande mostrando cada uma de suas pinturas e deixa claro: “Todas as mulheres são minhas amigas, todo mundo da tela é alguém.” As amigas não estavam presentes apenas nas telas, estavam ao lado da artista na exposição.
“A gente traz a parte exclusiva da cidade, traz o que as pessoas não querem ver, onde não estão a fim de ir. A gente traz para esse espaço. E não só as obras, trago as meninas, para elas também se sentirem representadas nesse espaço. São nossos corpos percorrendo aqui a feira, os museus, as galerias”, diz a artista.
Ela ressalta que é importante mulheres se expressarem por meio da arte e trazerem questões específicas de suas vivências. “Enquanto estamos vendo a ascensão de artistas homens falando das suas comunidades e periferias, pouco vemos mulheres falando sobre suas perspectivas. Nossos problemas são outros, nossos problemas são gravidez precoce, união conjugal, a venda dos nossos próprios corpos, assim como os olhares para a gente, o que as pessoas esperam, ou não esperam, da gente, além das nossas imensas tarefas domésticas, com filho. Tudo isso atravessa o corpo de uma mulher. Não só uma mulher periférica, mas ainda mais uma mulher periférica.”
As obras de Priscila Rooxo estão no Espaço Panorama, dedicado a galerias com atuação estabelecida no mercado de arte moderna e contemporânea. No Espaço Solo estão 16 galerias com projetos expositivos originais dedicados a um único artista. Panmela Castro é uma delas.
Ela traz uma série de pinturas de artistas em seus ateliês. “É uma coleção dos meus amigos, dos artistas que tenho como referência. Eu costumo visitar o ateliê deles e, a partir desse encontro, eu produzo a pintura que mostra o retrato do artista e mostra as obras que eles estão produzindo no momento”, diz Panmela, que explica: “É um momento íntimo, como entrar na casa das pessoas é entrar no ateliê para o artista.”
Segundo ela, a escolha dos artistas a serem retratados se dá por “deriva afetiva”, ou seja, algo que não é planejado e ocorre pela conexão que se estabelece nas visitas. Em uma das telas, está uma ex-aluna bem conhecida: Priscila Rooxo. “Priscila foi minha aluna na Rede Nami, que usa as artes para promover os direitos das mulheres, que oferece cursos de liderança e de direitos humanos. A gente usa a arte como ferramenta para chegar nessas moças e, lógico, muitas delas se tornam artistas, como a Priscila se tornou.”
Panmela sabe do poder da arte de transformar vidas, sobretudo das mulheres. Em 2004, a artista foi vítima de violência e mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro. Foi resgatada pela família, mas continuou sendo perseguida por ele. Era junto aos grafiteiros que ela se sentia protegida. Após a aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, Panmela juntou-se a outras mulheres, que formaram a Rede Nami, em 2010.
Reescrita histórica
Também no spaço Solo, o artista Hal Wildson busca uma reescrita da história do Brasil. A obra é feita por meio de datilografia e traz imagens em páginas de livros como Utopia Selvagem, de Darcy Ribeiro. “Estou, a cada camada de escrita, criando uma imagem e reivindico o poder de ter uma narrativa de contar uma história, porque a história do Brasil oficial é repleta de esquecimentos.”
Wildson completou 32 anos no dia 8 deste mês, um dia depois do feriado da Independência do Brasil. “Na esocola, sempre tinha o 7 de Setembro, e o meu aniversário é um dia depois. Acho que isso foi martelando na minha cabeça e eu sempre quis saber que independência é essa que nunca chega.”
Uma das obras de Wildson é composta por digitais que são sobrepostas por fotografias. Trata-se de um múltiplo de um trabalho que ele desenvolve há quatro anos. A versão inédita que participa da Bienal das Amazônias, em Belém, tem 2,3 mil digitais. “Muitas dessas pessoas, na época, eram simplesmente números, pessoas que morreram sem nome, sem direito de existir. Então, quando faço o resgate dessas fotografias históricas, trazendo essa gravura em que a digital se torna retrato, estou retomando o direito à identidade, falando desse Brasil contemporâneo em que as pessoas querem existir com seu CPF e RG, mas querem comida, educação, direito à arte e à cultura, porque só assim é possível de fato consolidar um país, uma nação mais justa e não tão desigual”, afirma.
Inclusão cultural
Outro espaço da feira, Expansão, é dedicado a instituições que usam a arte de diferentes formas para realizar a inclusão cultural, social e pela educação. Neste ano, o Ateliê TRANSmoras e a CasaNem participam do programa. As presidentes e fundadoras Indianarae Siqueira e Vicenta Perrotta trazem uma discussão abrangente sobre a presença trans e o impacto das pessoas LGBTQIAP+ na arte contemporânea.
O artista visual, estilista e figurinista Gustavo de Carvalho é um dos artistas com obra nesse espaço. “Quero contar, por meio da minha obra têxtil, a minha vivência enquanto estilista, enquanto criador, ao mesmo tempo que conto minha vivência enquanto artista plástico e artista visual. Posso, por meio de calça jeans, às vezes um objeto banal, algo descartável, ressignificar, tornar uma coisa nova, inédita.”
Metade do que for vendido será revertido para a manutenção das ações da CasaNem, que acolhe pessoas LGBTQIAPNB+ em situação de vulnerabilidade.
Também no espaço Expansão, pela primeira vez, a ArtRio conta com a presença do Museu do Pontal, que é totalmente dedicado à arte popular e tem sede na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. “Nossa missão é preservar, divulgar, educar, comunicar e promover esses artistas populares amplamente. E promover é trabalhar pela venda desses artistas para que estejam nas principais coleções do país”, destaca o diretor executivo do Museu do Pontal, Lucas Van de Beuque.
As vendas são todas revertidas para os artistas e para o pagamento da logística de transporte das obras. O Expansão mostra obras de três artistas populares com perfis distintos: Roxinha (Alagoas), César Bahia (Bahia) e José Bezerra (Pernambuco). O museu lança na feira um Clube de Colecionadores. Ao fazer parte, o integrante adquire um conjunto exclusivo formado por uma obra de cada artista. Este ano, serão oferecidos apenas 20 conjuntos, ao preço de R$ 3,2 mil cada.
“Pensamos no jovem colecionador ou naquelas pessoas que não têm ainda uma coleção de arte popular. Para isso, pensamos naqueles artistas que hoje estão com uma produção muito antenada com o tempo e antenada com a sua história, seu território e a sua ancestralidade”, destaca Van de Beuque.
Renovação
Neste ano, a ArtRio está com estrutura cerca de 30% maior que a das edições anteriores. A ArtRio de 2023 marca um período pós-pandêmico, em que o mercado de arte está se restabelecendo, enfatiza a presidente da feira, Brenda Valansi. “Eu sinto que existe um frescor maior nesta edição. A gente vem com obras de artistas que começaram como artistas periféricos e hoje se consagram como artistas que vão ficar na arte brasileira, e eu sinto como volta a abstração, volta de uma arte mais leve, ainda tem um caminho grande para a gente seguir na comunicação das demandas do nosso país, mas sinto este ano um pouco mais leve”, diz.
A feira conta com obras de artistas consagrados como Alfredo Volpi, Di Cavalcanti, Rosângela Rennó, OSGEMEOS e Maxwell Alexandre, entre outros. Segundo Brenda Valansi, o valor das obras vai de R$ 300 a milhões de reais. “O que eu sempre indico é: pergunte o preço. Perguntar não dói, e você pode se surpreender e ver que você mesmo pode se tornar um comprador de obra de arte.”
Antes de abrir as portas para o público, o evento é visitado por museus, que assinalam as obras em que têm interesse e sugerem que os compradores façam doações às instituições. “A gente tem curadores de museus de belas-artes do Rio que vêm e indicam as obras que gostariam de ter no acervo. É uma oportunidade da pessoa comprar uma obra e saber que vai ficar no nosso país, saber que vai estar aberta ao público como realmente um bem cultural que a obra de arte é”, enfatiza.
A ArtRio vai até o dia 17 deste mês na Marina da Glória, localizada na zona sul do Rio. Além das exposições, a programação inclui conversas com curadores, artistas, colecionadores e críticos de arte e mostras de videoarte. Os ingressos podem ser adquiridos pela internet no site da ArtRio e custam R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia).
Fonte: EBC GERAL
CIDADES
Chapada Park inaugura nova era do turismo em Mato Grosso
Published
4 meses agoon
19 de fevereiro de 2026By
Alana
Um novo destino turístico acaba de ganhar forma no coração de um dos cenários naturais mais icônicos do Brasil. O Chapada Park Acqua Thermas chega com a proposta de ampliar o fluxo turístico na região e oferecer uma estrutura completa de lazer, bem-estar e aventura para visitantes de todas as idades.
Localizado a apenas 35 minutos de Cuiabá, o Chapada Park reúne piscinas aquecidas, atrações radicais, áreas de relaxamento e espaços infantis em um complexo projetado para proporcionar experiências memoráveis. O empreendimento conta com a assessoria e gestão comercial da Suprema Empreendimentos, empresa com mais de 20 anos de atuação no setor de lazer, turismo e hotelaria, reconhecida pela solidez e profissionalismo na condução de grandes projetos no país.
Entre os destaques do parque em Chapada está o Rio Azul, um percurso tranquilo que atravessa grutas e pontes até uma ilha exclusiva equipada com bares, gazebos e áreas de descanso. Outro atrativo é a Praia do Chapada Park, que combina piscina de ondas, areia natural e ambientes temáticos integrados às formações rochosas da Chapada, criando uma atmosfera litorânea em pleno Centro-Oeste.
As atrações radicais também marcam presença. A montanha russa aquática e o Funil garantem momentos de adrenalina, assim como os tobogãs de alta velocidade e o half pipe para grupos. Já para famílias com crianças pequenas, a Ilha da Criança oferece brinquedos interativos, água morna e espaços seguros para diversão infantil.
GASTRONOMIA
O Chapada Park conta ainda com pousada e restaurante integrados à natureza, oferecendo vista panorâmica das áreas de lazer e um ambiente acolhedor para hóspedes que desejam prolongar a experiência. A proposta é transformar o parque em um destino completo, estimulando a permanência dos visitantes na região e impulsionando a economia local.
EXPANSÃO ESTRUTURADA
O empreendimento já nasce com um plano de expansão estruturado. Para os próximos anos estão previstos um resort de luxo, um restaurante com vista para os vinhedos, um centro de convenções para eventos corporativos e sociais, além de um conjunto de Chalés A-Frame com conceito arquitetônico contemporâneo e total conexão com a paisagem da Chapada.
Com operação profissional, atrações modernas e integração à natureza, o Chapada Park reforça a vocação turística de Chapada dos Guimarães e se posiciona como um novo polo de desenvolvimento regional, capaz de atrair visitantes de todo o Brasil em busca de lazer, descanso e aventura.
A primeira fase já está praticamente pronta, assim como, o uso imediato do restaurante para um passeio e almoço em família. O cronograma da obra segue acelerado e parte da entrega e inauguração já estão programadas para 2026.
SISTEMA LIFETIME PASS
Ou simplesmente, Passaporte Vitalício. É um sistema que envolve uso contínuo semelhante do parque, assim como em clubes e associações. Ao adquirir um título, de uma única vez, a pessoa garante entrada para sempre, sem pagar ingresso nunca mais. “Você compra uma vez e aproveita para a vida inteira. Essa categoria garante acesso ilimitado, benefícios exclusivos e a segurança de ter um destino completo de lazer para a família. É diversão garantida hoje e valorização no futuro”, expôs o gerente comercial do Chapada Park, Guilherme Pirajá.
Mais Informações:
Site oficial: www.chapadapark.com.br
Instagram: @chapadaparkoficial
Telefone: (65) 99329 6227
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