Cuiabá

Peça “Mulheres da Terra” emociona moradoras do Coxipó; Secretaria da Mulher é parceira do evento

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Cerca de 200 mulheres moradoras da região do Coxipó assistiram à apresentação da peça “Mulheres da Terra”, na noite de quinta-feira (29), no Espaço Cultural Silva Freire. O espetáculo, inspirado na obra “Dez mulheres, muitas vidas”, contou com a parceria da Secretaria Municipal da Mulher e Cultura.

De acordo com o diretor Flávio Ferreira, a peça busca contribuir para a defesa do óbvio nestes sombrios tempos, resgatando o papel do feminismo na emancipação de homens e mulheres do campo e das cidades, retirando-o do anonimato e do desprezo.

“Conseguimos autorização para montar a peça de teatro, dando o nome de ‘Mulheres da Terra’. Ela conta histórias de vidas de pessoas e seus envolvimentos com a defesa da terra, lutando por justiça”, explica o diretor artístico do Cena Onze, Flávio Ferreira.

Segundo a secretária-adjunta da Secretaria da Mulher, Elis Regina Prates, ao receberem a proposta para a apresentação do espetáculo, o bairro que veio à mente foi Getúlio Vargas. Conhecendo as mulheres desta região e suas realidades, a peça se alinha com os desafios enfrentados por essas mulheres e mães.

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“É importante levar e apresentar para esse público uma obra de arte como essa. Pensando em proporcionar uma noite diferente, escolhemos o espaço Silva Freire para receber essa peça tão linda e impactante, que mostra a luta diária das mulheres trabalhadoras”, explica.

O secretário de cultura, Aluízio Leite, expressa imensa felicidade quando o diretor da peça apresentou o trabalho para ele. Ele destaca que, imediatamente, pensou em estabelecer uma parceria para levar a cultura aos bairros.

“A peça ‘Mulheres da Terra’ mergulha em Mato Grosso, trazendo relatos de mães, filhas, esposas, trabalhadoras do campo, benzedeiras, sindicalistas, religiosas e tantas outras mulheres fortes que não têm outra opção a não ser a luta pela terra, pelas águas e pela vida, em um estado com forte domínio do latifúndio. Essa é a realidade de muitas mulheres que não estão na zona rural, mas enfrentam outras batalhas”, pontua.

Marialice Mundim, psicóloga e segunda-dama de Cuiabá, afirma que o espetáculo teve uma importância gigantesca na vida das mulheres presentes no espaço cultural. Além de homenagear as 10 mulheres do livro, a peça aborda de forma intensa a denúncia das violências físicas e emocionais contra as mulheres, assim como seus assassinatos no campo.

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“Fico feliz em ver que, em um dia da semana, mulheres fizeram questão de estar aqui para presenciar uma peça de teatro tão realista. Continuemos levando cultura para todas as pessoas”, finaliza.

Maria Conceição Rocha, moradora do bairro Getúlio Vargas, ficou emocionada com a apresentação da peça, principalmente por ter uma história de vida semelhante, tendo sido criada em uma zona rural.

“Nunca tinha assistido a uma peça de teatro e me fez lembrar da época em que morei na roça. Meus pais nos contavam todas as lutas e humilhações pelas quais passaram para conseguir e manter um pedacinho de terra. Acredito que todos deveriam assistir a essa apresentação. Quero agradecer à prefeitura por trazer esse espetáculo para o nosso bairro”, ressalta.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões

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A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.

“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.

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Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.

A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).

Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.

Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.

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Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.

Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.

Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.

Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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