Cuiabá

Projeto quer permitir veículos com autistas nas faixas exclusivas de ônibus

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O projeto de lei de autoria do vereador Sargento Vidal (MDB) quer autorizar a circulação de veículo particular transportando pessoas com transtorno do espectro autista nas faixas exclusivas de ônibus no município de Cuiabá.&nbsp
A proposta prevê que veículos particulares transportando pessoas com transtorno do espetro autista poderão utilizar a via exclusiva durante 24 horas por dia e todos os dias da semana. Mas para isso, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) sinalizará com placas indicativas, em todas as vias de circulação específicas de que trata esta lei, com os seguintes dizeres: “Permitidos veículos para portadores do espectro autista”.&nbsp
Contudo, a lei não vai permitir embarque e desembarque de passageiros usuários nos corredores exclusivos. As multas por utilização de faixa exclusiva para ônibus, originadas por sistema eletrônico de fiscalização, serão arquivadas, caso não tenha infligido nenhuma outra lei. Mas para isso, os veículos devem estar legalmente cadastrados e autorizados pela Semob.&nbsp
O vereador justifica que o projeto visa amenizar a dor das famílias que tentam todas as formas para manter seus familiares com transtorno do espectro autista calmos e harmônicos ante as dificuldades do dia a dia.&nbsp
Os autistas sofrem disfunção sensorial e tem dificuldade em interpretar e organizar as informações sensoriais do ambiente. Ao passo que podem ignorar um barulho muito alto ou não, nem responder seu próprio nome ficando estática aos sons do ambiente, ou ficar agitada e extremamente irritada podendo se desregular e entrar em uma “crise” devido aos barulhos e agitação em sua volta.&nbsp
“Eles podem agir muitas das vezes emocionalmente com agressividade “como pedido de socorro” para sair daquele ambiente que está provocando os hiper estímulos. Dessa forma a comunidade vem pedir a este parlamento, a sensibilidade humana em amenizar essa sobrecarga sensorial no trânsito da nossa capital, vindo liberar a pista onde anda o coletivo (circular ônibus) para minimizar as crises sensoriais dos autistas e familiares condutores no trânsito”, argumentou o vereador.
Caso seja aprovado na Câmara, caberá ao prefeito Emanuel Pinheiro sancionar ou não a proposta.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Parlamentar defende desenvolvimento da capital com inclusão e dignidade

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Ana Conrado | Assessoria da vereadora Baixinha Giraldelli 

A vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) voltou a se manifestar sobre  as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor de Cuiabá durante a sessão de terça-feira (14), reforçando a necessidade de que o crescimento da cidade esteja alinhado à garantia de dignidade e inclusão social para a população.
Diferente de manifestações anteriores, a parlamentar direcionou sua fala ao impacto real do planejamento urbano na vida de quem já vive em regiões consolidadas, mas ainda invisíveis do ponto de vista legal. “Não é só sobre crescer, é sobre garantir que as pessoas tenham direito à cidade”, destacou.
Durante o discurso, Baixinha criticou a ideia de que bairros como Pedra 90, Coxipó e Parque Cuiabá devam esperar por uma valorização a longo prazo. Segundo ela, essa lógica ignora a urgência de milhares de famílias que convivem há décadas com a falta de regularização fundiária e infraestrutura básica.
A vereadora enfatizou que a ausência de regularização vai além da questão documental e impacta diretamente na qualidade de vida da população. “São bairros que existem de fato, mas não de direito. Isso gera insegurança, exclusão e abandono”, afirmou.
Baixinha também pontuou que a falta de regularização dificulta ou impede a chegada de serviços essenciais, comprometendo o desenvolvimento dessas regiões. Entre os principais problemas enfrentados, ela citou:
Falta de saneamento básico;
Ausência de pavimentação;
Problemas de drenagem;
Iluminação pública insuficiente.
Outro ponto abordado foi a ocupação de áreas inadequadas, como margens de rios e regiões de risco, o que agrava questões ambientais e aumenta a vulnerabilidade dessas famílias.
A vereadora defendeu que é preciso transformar o debate em ações concretas. “Todo mundo já sabe o que precisa ser feito. O que falta é vontade política, planejamento e prioridade real para que isso saia do papel”, declarou.
Ao encerrar, Baixinha reforçou que não é contra o crescimento urbano, mas defende que ele aconteça de forma responsável. “O Plano Diretor tem que permitir o crescimento, sim, mas não podemos esquecer do que já existe. Não podemos deixar essas comunidades para trás”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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